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Operação Entre Lobos II da GAECO amplia cerco contra esquema milionário de fraudes em Santa Catarina

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas

MPSC

Última atualização: 2026/01/21 2:31:37

Na manhã desta terça-feira (20), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a Operação Entre Lobos II, em apoio à investigação conduzida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo. A ação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Miguel do Oeste, Caibi, Chapecó, Lages, Itajaí e São José, além de determinar o bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados em até R$ 9,6 milhões e a apreensão de veículos de luxo.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e executadas com acompanhamento da Ordem dos Advogados do Brasil, uma vez que entre os alvos há quatro advogados. A pedido do Ministério Público, a Justiça também impôs medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico de quatro envolvidos, suspensão do exercício de funções em empresas investigadas e proibição de solicitar ou receber valores por meio de alvarás judiciais ligados às chamadas empresas de fachada do grupo.

A operação é um desdobramento da primeira fase da Entre Lobos, deflagrada em julho de 2025 em cinco estados, e aprofunda a apuração sobre uma organização criminosa que teria estruturado um esquema sofisticado de estelionato contra, no mínimo, 280 idosos em situação de vulnerabilidade. As investigações indicam a prática reiterada de lavagem de dinheiro, patrocínio infiel e obstrução da Justiça, com a criação de empresas fictícias para viabilizar fraudes em cessões de créditos judiciais, especialmente em ações bancárias.

Segundo o Ministério Público, após a primeira fase da operação, um terceiro investigado assumiu a responsabilidade por um escritório ligado ao grupo, e uma nova empresa de fachada foi criada para dar continuidade às práticas ilícitas. O nome da operação reflete a natureza predatória dos crimes, que teriam se valido da confiança depositada por vítimas em profissionais que deveriam protegê-las, além de homenagear uma das vítimas falecidas durante a apuração, de sobrenome Wolf.

Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia e análise técnica. O conteúdo subsidiará novas diligências do GAECO, com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração de uma eventual rede criminosa mais ampla. A investigação tramita em sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

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