Atribuição antes exercida pelo Poder Judiciário passou a ser realizada pela Polícia Penal por meio da Central de Regulação de Vagas, tornando Santa Catarina o primeiro estado do país a adotar o modelo
SECOM
Última atualização: 2026/06/12 3:40:27Desde março deste ano, a gestão das vagas prisionais em Santa Catarina passou a ser realizada pela Polícia Penal. A atribuição, antes exercida pelo Poder Judiciário, agora é conduzida por meio da Central de Regulação de Vagas (CRV), permitindo, assim, mais agilidade na distribuição de presos e no controle da ocupação das unidades prisionais.
A mudança coloca Santa Catarina como o primeiro estado do país a contar com uma estrutura própria da Polícia Penal para gerenciar, em tempo real, a ocupação das unidades prisionais. Na prática, a medida reduz etapas burocráticas, agiliza a tomada de decisões e permite um acompanhamento mais próximo da realidade dos presídios catarinenses.
Para a secretária de Estado da Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o modelo adotado pela Sejuri reforça o protagonismo do Governo do Estado na busca por soluções modernas para a execução penal. “Santa Catarina mais uma vez larga na frente ao investir em uma estrutura própria para a Central de Regulação de Vagas, garantindo atendimento ininterrupto e gestão qualificada do sistema prisional. O diferencial catarinense está justamente na atuação permanente dos policiais penais, profissionais que conhecem a realidade das unidades e asseguram agilidade, precisão e eficiência na tomada de decisões. Estamos fortalecendo a execução penal com planejamento, responsabilidade e valorização da nossa Polícia Penal”, destaca a secretária.
A Central de Regulação de Vagas funciona como um centro de monitoramento permanente do sistema prisional. Equipes da Polícia Penal acompanham 24 horas por dia a quantidade de vagas disponíveis, a ocupação de cada unidade e o perfil dos custodiados, permitindo definir de forma rápida e técnica para qual unidade cada preso deve ser encaminhado.
Antes da mudança, a gestão das vagas era conduzida pelo Poder Judiciário. Com a criação da Central, esse acompanhamento passou a ser realizado pela própria Polícia Penal, que administra as unidades prisionais e conhece a realidade operacional de cada estabelecimento. Isso permite respostas mais rápidas às demandas diárias do sistema e fornece informações atualizadas para subsidiar as decisões judiciais.
Entre os principais benefícios da mudança estão o melhor aproveitamento das vagas existentes, a redução da superlotação em determinadas unidades, a distribuição mais equilibrada da população carcerária e a maior agilidade nos processos de transferência e movimentação de presos.
A Central também contribui para garantir a correta separação entre presos provisórios e condenados, além de possibilitar que os custodiados sejam encaminhados para unidades compatíveis com seu perfil, considerando fatores como o tipo de crime cometido, o histórico prisional, o comportamento carcerário e os critérios de segurança, sempre observando a capacidade operacional de cada estabelecimento penal.
Outro diferencial do modelo catarinense é o funcionamento ininterrupto da Central. Operada exclusivamente por policiais penais, a estrutura mantém monitoramento permanente de todas as unidades prisionais do estado, permitindo respostas rápidas às demandas e maior eficiência na gestão do sistema.
A Central de Regulação de Vagas também terá papel importante na administração das mais de 9 mil novas vagas prisionais previstas pelo Governo do Estado, dentro do Programa Administração Prisional Levada a Sério. Com acompanhamento permanente da ocupação das unidades, a ferramenta permitirá que a expansão do sistema prisional ocorra de forma planejada, organizada e alinhada às necessidades de cada região.
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