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Justiça decreta prisão preventiva de três suspeitos pela morte de jovem durante salto em Limeira

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança durante atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto

GZH

Última atualização: 2026/06/15 8:21:58

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13), em Limeira, no interior paulista. A jovem morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto sem estar conectada ao equipamento de segurança.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, os suspeitos, com idades de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante no dia do ocorrido e indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado. A prisão preventiva não possui prazo determinado e poderá ser mantida conforme decisão da Justiça.

As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar eventuais responsabilidades. Dois homens e uma mulher também foram ouvidos pela polícia, mas foram liberados por não haver, inicialmente, indícios de participação direta nos fatos.

Segundo informações da investigação, a corda que deveria ser presa ao corpo da vítima permaneceu no chão no momento do salto. Imagens registradas por pessoas que acompanhavam a atividade mostram três homens conduzindo Maria Eduarda até a estrutura metálica da ponte. Após ser posicionada, ela foi lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança.

Testemunhas perceberam a ausência da corda logo após o salto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou parada cardiorrespiratória e óbito no local.

Antes da atividade, Maria Eduarda publicou imagens nas redes sociais mostrando pulseiras de identificação e o local do salto. Conforme o boletim de ocorrência, ela utilizava uma câmera acoplada ao corpo para registrar a experiência. O equipamento não foi localizado durante as buscas realizadas pela polícia.

As imagens divulgadas nas redes sociais mostram instrutores utilizando camisetas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Os perfis das duas empresas no Instagram não estão mais disponíveis. As páginas reuniam cerca de 100 mil seguidores e compartilhavam registros frequentes dos saltos realizados no local.

A Prefeitura de Limeira informou que pretende ingressar com ação judicial contra o governo federal por omissão. Em nota, a administração municipal afirmou que vinha cobrando providências e medidas de segurança junto a órgãos federais desde o início de 2025. Segundo o município, ofícios também foram encaminhados por meio da Câmara Municipal solicitando ações relacionadas à segurança no local.

A gestão municipal declarou ainda que está colaborando com a Polícia Civil nas investigações e prestando apoio aos familiares da vítima.

Em resposta, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, informou que a ponte integra um trecho não implantado do antigo ramal ferroviário entre Limeira e Cordeirópolis, localizado em propriedades particulares. O órgão afirmou que a transferência patrimonial da área para a Superintendência da SPU em São Paulo foi concluída em março de 2026 e colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

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