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De frente com Ivânia, Graziele Aparecida Durão Ghizzi!

IVÂNIA FÁTIMA CADORE

Última atualização: 2026/06/15 7:21:29

1- Como foi sua vivência?

R:Sou Graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade de Uberaba (UNIUBE) em Minas Gerais , sou formada a 16 anos, casada. Atualmente atendo na Unimed Extremo Oeste pelo convênio e particular. Meu publico atualmente infantil, infarto juvenil e adultos até 21 anos ( casos específicos). Atendo crianças com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, Síndromes, Transtornos, Disfunção de Integração sensorial, dificuldade no desfralde, seletividade/recusa alimentar e outras limitadores que comprometem o seu desempenho. Em resumo, Eu atendo as dificuldades que são apresentadas durante o processo avaliativo que impede que a criança tenha um bom desenvolvimento com autonomia.

2- Como é Terapeuta infantil ?  

R: A terapia ocupacional infantil é uma especialidade da saúde que promove autonomia, independência e desenvolvimento de habilidades motoras, sensoriais, cognitivas e sociais em crianças. Ela utiliza atividades lúdicas e terapêuticas para superar dificuldades diárias, melhorar a integração sensorial e facilitar o brincar, vestir-se e interagir.

3- Para que serve a terapia ocupacional infantil?

* Desenvolvimento Motor e Funcional: Aprimorar a coordenação motora fina (escrever, recortar, manusear talheres na alimentação, amarrar entre outras) e grossa (pular, andar).

* Integração Sensorial: Ajudar crianças com hipersensibilidade ou baixa resposta a estímulos, comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA),  outras deficiências e crianças típicas e atípicas com alterações sensoriais, regulando o cérebro para processar as informações do ambiente dando respostas adequadas aos estímulos recebidos.

* Autonomia no Cotidiano (AVDs): Capacitar a criança a realizar sozinha tarefas como comer, escovar os dentes, usar o banheiro e vestir-se.

* Habilidades Sociais e Brincar: Estimular a interação, o compartilhamento e o brincar funcional, fundamental para o aprendizado.

* Intervenção Precoce: Auxiliar bebês e crianças pequenas com dificuldades de desenvolvimento (sentar, rolar, segurar objetos).

4- Que momentos temos que procurar um profissional em terapia?

R: A intervenção é indicada quando a rotina da criança é prejudicada por dificuldades de aprendizado, problemas de comportamento, desorganização sensorial, ou atrasos motores e neurológicos.

 5- Como terapeuta ocupacional, a senhora vê as novas gerações?

R: A  terapia Ocupacional (TO) está em um momento de expansão e reinvenção no Brasil, sendo fundamental na adaptação às novas gerações (Alpha, Z, Millennials) e aos desafios contemporâneos. O profissional atua como um facilitador de independência e qualidade de vida, utilizando o fazer humano como instrumento terapêutico. Desse modo, vejo que muitas das habilidades que aprendemos na pratica no nosso dia a dia em prol da nossa autonomia que inicia desde o brincar até nas tarefas da rotina diária e prática sem prejudicadas devido a tecnologia.

6- O que a Senhora diz das crianças, adolescentes só no celular?

R: Essa é uma preocupação muito real e comum hoje em dia. O uso excessivo do celular por crianças e adolescentes é um desafio que envolve tanto o desenvolvimento deles quanto a dinâmica das famílias.

  1. Impactos no Desenvolvimento

O cérebro dos jovens ainda está em formação. O uso sem limites pode afetar a capacidade de concentração, o sono (devido à luz azul e ao estímulo constante) e até a saúde física, como postura e visão. Além disso, existe o risco de substituição de interações sociais reais por conexões digitais superficiais.

  1. A “Dopamina Fácil”

As redes sociais e jogos são desenhados para prender a atenção. Isso cria um ciclo de busca por recompensa imediata, o que pode tornar os jovens mais ansiosos ou impacientes com atividades que exigem esforço e tempo, como estudar ou ler um livro.

  1. O Papel dos Pais e Responsáveis

Não se trata de proibir — o que é quase impossível hoje — mas de mediar:

Estabelecer limites: Criar horários “livres de telas” (como durante as refeições).

Oferecer alternativas: Incentivar esportes, leitura ou hobbies manuais.

Exemplo: As crianças tendem a repetir o que os adultos fazem. Se os pais estão sempre no celular, os filhos seguirão o padrão.

  1. O Lado Positivo

Vale lembrar que, se bem usado, o celular é uma ferramenta incrível para aprendizado, criatividade e para manter contato com amigos e familiares de forma saudável.

Em resumo, o problema não é a tecnologia em si, mas a falta de equilíbrio. O ideal é que o mundo digital seja apenas uma parte da vida deles, e não a vida inteira.

7- Frase: “Se você pode sonhar, você pode realizar”.

Agradeço a atenção! Carinhosamente

Graduada em Terapia Ocupacional, ministrado pela Universidade de Uberaba (UNIUBE) em 2008 CREFITO10 12315/TO

  • Delegada do Crefito 10
  • Pós graduada em Analise do Comportamento (ABA- Analista do Comportamento);
  • Pós graduação em Neuropediatra;
  • Pós graduada em rede de Atenção a Pessoas com Deficiências;
  • Formação de mais 5.000 de cursos nacionais e internacionais Introdutório de Integração Sensorial
  • Certificação Internacional de Integração Sensorial de Ayres (CLASI) 3696;
  • Formação pelo Método Neuroevolutivo Bobath;
  • Formação peloPediaSuit;
  • Formações nacionais e internacionais de seletividade alimentar;
  • Formação nacionais e internacionais de desfralde;
  • Formações de protocolos de avaliações internacionais direcionados a PRAXIS e desenvolvimento Infantil.
  • Formação em Musicoludoterapia

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