Gerência de Enfermagem orienta população sobre busca consciente pelo pronto-socorro e reforça medidas de prevenção durante o período de maior circulação de vírus respiratórios
Argeu Padilha / TVGC
Última atualização: 2026/07/06 10:27:19O setor de emergência do Hospital Regional Teresinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, tem registrado aumento na procura por atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, especialmente durante o período de maior circulação de vírus causadores de gripe e resfriados. De acordo com a gerente de enfermagem da emergência, Maura Brugnerotto, o crescimento da demanda tem sido observado principalmente entre crianças, bebês e idosos.
Segundo a enfermeira, esses grupos apresentam maior risco de evolução do quadro clínico, o que exige atenção especial dos serviços de saúde. Ela destacou que, diante do aumento da procura, é importante que a população utilize o pronto-socorro de forma consciente, buscando atendimento na emergência quando houver sinais de maior gravidade.
“A gente tem identificado um aumento de procura de atendimentos por problemas respiratórios. Esse aumento está direcionado mais a crianças, bebês e idosos, que podem apresentar piora da condição clínica”, afirmou Maura Brugnerotto.
Classificação de risco define prioridade de atendimento
A gerente explicou que o hospital utiliza atualmente o Protocolo Catarinense de Acolhimento e Classificação de Risco, adotado pelo Estado de Santa Catarina. O sistema substituiu o Protocolo de Manchester e mantém critérios semelhantes para definir a prioridade dos atendimentos.
A classificação é realizada exclusivamente por enfermeiros capacitados e certificados. Os pacientes são identificados por cores, conforme a gravidade do quadro: vermelho para emergências com atendimento imediato; laranja para casos muito urgentes; amarelo para situações urgentes, com atendimento em até uma hora; verde para casos pouco urgentes, com prazo de até duas horas; e azul para situações não urgentes, cujo atendimento pode ocorrer em até quatro horas.
“A classificação de risco é feita exclusivamente pelo profissional enfermeiro, que identifica a gravidade do quadro e determina a prioridade do atendimento”, explicou.
Hospital atende pacientes de mais de 30 municípios
O Hospital Regional é referência para mais de 30 municípios da região e funciona como unidade de porta aberta, recebendo tanto pacientes encaminhados pelas redes municipais quanto pessoas que procuram atendimento por iniciativa própria.
A orientação da equipe é que o setor de emergência seja utilizado principalmente em situações como febre persistente, falta de ar e dificuldade respiratória, especialmente em crianças e idosos.
“Deixar realmente para procurar o setor de emergência para aqueles casos mais graves, como febre persistente, falta de ar e dificuldade respiratória em crianças”, orientou a gerente de enfermagem.
Segundo Maura, a utilização adequada do serviço contribui para reduzir o tempo de espera e permite que os casos de maior gravidade sejam atendidos com mais rapidez.
Vacinação e medidas de prevenção
A principal recomendação da equipe é a vacinação contra a gripe, disponível na rede básica de saúde. Conforme a enfermeira, a imunização reduz o risco de formas graves da doença e de internações.
Além da vacina, o hospital orienta a população a manter a higiene frequente das mãos, utilizar álcool em gel, evitar ambientes com aglomeração e reduzir o contato com pessoas com sintomas gripais.
Pacientes que chegam ao hospital com sintomas respiratórios recebem máscara logo na entrada. A recomendação é que quem apresentar sintomas já procure a unidade utilizando máscara, contribuindo para diminuir a transmissão dos vírus entre pacientes e profissionais.
“A máscara acaba sendo uma proteção para evitar a disseminação do vírus e também protege a pessoa que está com os sintomas”, concluiu Maura Brugnerotto.
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