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São Miguel do Oeste cria 448 empregos formais no 1º semestre de 2026

A geração de emprego com carteira assinada cresceu cerca de 5% no primeiro semestre de ano na comparação com o mesmo período do ano passado

Marcos Meller / Rede Peperi

Última atualização: 2026/07/31 2:10:08

A geração de emprego com carteira assinada cresceu cerca de 5% no primeiro semestre de ano na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, foram abertas, entre janeiro e junho deste ano, 448 empregos formais. No 1º semestre de 2025, o saldo foi de 425 postos de trabalho.

A indústria foi o setor que teve o melhor desempenho com a criação de 204 empregos com carteira assinada. O setor de serviços teve saldo de 186 vagas de trabalho. O comércio registrou 54 contratações a mais do que o total de demissões. A construção civil teve saldo positivo de seis empregos e a agropecuária foi único setor com desempenho negativo e fechou dois postos de trabalho no primeiro semestre do ano.

Em relação ao mês de junho, São Miguel do Oeste gerou 62 empregos formais. Foram quatro vagas a menos do que o número registrado no mesmo mês do ano passado. Em junho deste ano, o destaque ficou por conta do comércio que teve 32 contratações a mais do que o total de desligamentos. O setor de serviços abriu 29 empregos com carteira assinada. A indústria teve saldo positivo de 17 vagas. A construção civil demitiu mais do que contratou e fechou 13 postos de trabalho. Já a agropecuária teve saldo negativo de três empregos.

Avaliação

A geração de emprego formal no patamar registrado no primeiro semestre ficou acima do esperado. Essa é a avaliação do gerente de operações Sesi-Senai-IEL, Ivanor Finato. Ele disse, durante o programa Peperi Entrevista, que a previsão, no início do ano, era um pouco menor, inclusive de desaceleração. Finato apontou que “as vagas que estão sendo abertas nem sempre necessitam de uma formação tão adequada” e que “a gente está tendo ainda uma certa dificuldade em ter pessoas formadas”. Finato reforçou que, apesar dessa dificuldade pontual, a tendência é bastante positiva no município e no estado.

Finato também destacou o protagonismo da indústria catarinense na geração de emprego. Ele citou que a diversificação do setor industrial permite bons indicadores em relação ao Brasil, inclusive na abertura de postos de trabalho. O gerente de operações do Sesi-Senai-IEL, no entanto, chamou a atenção para a queda de produtividade do setor. “A gente precisa aperfeiçoar o processo de qualificação dos trabalhadores para manter a produtividade alta e o protagonismo da indústria”, comentou. Para o segundo semestre, ele projetou um cenário muito equilibrado com a manutenção da abertura de vagas no mesmo patamar da primeira parte do ano.

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