Jovem de Florianópolis que perdeu a audição na infância após crise de epilepsia comoveu a família ao retomar o sentido depois de cirurgia
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Última atualização: 2026/06/05 9:57:32O jovem Kauan da Silva Titon protagonizou um momento de emoção ao voltar a ouvir a voz de sua mãe após passar oito anos sem escutar nada. O adolescente de 14 anos havia perdido a audição quando era criança e recuperou o sentido em maio deste ano, quando passou por uma cirurgia de implante coclear pelo SUS em Florianópolis.
O implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia que substitui o ouvido interno danificado para restaurar a audição em casos de perda severa a profunda. Diferente de aparelhos auditivos (que apenas amplificam o som), ele capta o áudio e o transforma em impulsos elétricos enviados diretamente ao nervo auditivo.
Para a mãe, Ana Cristina da Silva, de 43 anos, o sucesso do procedimento coroa uma trajetória que ela define como uma “sequência de milagres”. Ana, que tem lúpus, enfrentou uma gravidez de alto risco e deu à luz Kauan de forma prematura no 7º mês. Logo após o nascimento, o bebê sofreu uma grave hemorragia cerebral e passou mais de dois meses na UTI Neonatal, com prognósticos médicos que apontavam que ele não sobreviveria ou que ficaria tetraplégico.
Adolescente surdo escuta a voz da mãe pela primeira vez em 8 anos
Contrariando as expectativas iniciais, Kauan cresceu sem sequelas motoras. Contudo, aos 6 anos, acordou completamente surdo após uma crise epiléptica noturna. O ponto de virada para buscar uma solução aconteceu no aniversário de 14 anos do jovem, quando ele ergueu um pedaço de bolo em direção ao céu e pediu a Jesus que recuperasse sua audição, comovendo toda a família.
Motivada pelo apelo do filho, Ana insistiu com os médicos para tentar o implante coclear, ciente de que as lesões cerebrais antigas diminuíam as chances de sucesso. Para sua surpresa, a convocação pelo SUS levou menos de três meses. Hoje, Kauan frequenta sessões semanais de fonoaudiologia no Hospital Universitário (HU) para adaptar o cérebro aos novos estímulos sonoros. “O impossível aconteceu”, celebra a mãe.
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