O rali acumulado de 18,63% em 2026 tem sido sustentado pelo fluxo estrangeiro, que já soma R$ 36,6 bilhões no ano até 20 de fevereiro, segundo relatório do Itaú BBA
G1
Última atualização: 2026/02/26 3:10:13O dólar fechou a quarta-feira (25) em queda de 0,60%, cotado a R$ 5,1246 — o menor valor de fechamento desde 21 de maio de 2024. A moeda norte-americana acumula agora desvalorização de 6,63% no ano frente ao real. No sentido oposto, o Ibovespa recuou 0,13%, encerrando aos 191.247 pontos, após renovar sua máxima intradiária ao superar os 192 mil pontos pela primeira vez na história da B3.
O pregão foi marcado pela combinação de dois vetores: o recuo global do dólar após o discurso do Estado da União de Donald Trump — que não trouxe novidades sobre tarifas — e a repercussão de pesquisa eleitoral no Brasil que sinalizou empate técnico entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
Nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta, mostrou Flávio Bolsonaro com 46,3% das intenções de voto contra 46,2% de Lula em simulação de segundo turno, configurando empate dentro da margem de erro de 1 ponto percentual. Em janeiro, Lula liderava com 49,2% contra 44,9% do senador. Nos cenários de primeiro turno, o presidente ainda aparece à frente, com 45% contra 37,9% de Flávio.
Para parte do mercado, o avanço de candidaturas alinhadas a uma agenda de controle fiscal mais rigoroso é visto como positivo para os ativos brasileiros. Segundo o G1, “o resultado é visto por parte dos investidores como um sinal de possível alternância de poder em 2026”, o que “poderia abrir espaço para uma política mais rigorosa de controle dos gastos públicos.
O Ibovespa chegou a tocar 192.234 pontos durante a manhã de quarta — novo recorde intradiário — antes de devolver os ganhos com pressão de ações de grandes bancos, como Itaú Unibanco, que recuou 0,79%. Na véspera, o índice havia fechado em alta de 1,40%, aos 191.490 pontos, marcando o 13º recorde de fechamento no ano. A Vale avançou 2,55%, impulsionada pela expectativa de retomada da demanda chinesa por minério de ferro.
O rali acumulado de 18,63% em 2026 tem sido sustentado pelo fluxo estrangeiro, que já soma R$ 36,6 bilhões no ano até 20 de fevereiro, segundo relatório do Itaú BBA. O volume supera com folga os R$ 25,4 bilhões registrados em todo o ano de 2025.
No plano internacional, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes — recuou para abaixo de 97,8 pontos após o discurso de Trump no Congresso não trazer escalada adicional na política tarifária. A manutenção da taxa Selic em 15% pelo Banco Central do Brasil preserva o diferencial de juros que atrai operações de carry trade, enquanto a inflação brasileira de janeiro ficou em 4,44%.
Investidores também acompanham a expectativa pelo balanço da Nvidia, divulgado após o fechamento de Nova York, considerado termômetro para o setor de inteligência artificial e para o apetite global por risco.
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