Dados oficiais mostram aumento da espera desde o início da atual gestão do Estado
Ascom
Última atualização: 2026/06/25 8:16:29A fila de cirurgias eletivas em Santa Catarina atingiu o maior patamar já registrado pelo governo estadual e chegou a 116 mil pacientes em setembro de 2025. Os dados foram obtidos por meio de pedido de informação apresentado pelo deputado estadual Fabiano da Luz (PT).
O número representa crescimento em relação a janeiro de 2023, quando havia 107 mil pessoas aguardando procedimentos cirúrgicos no Estado. Desde então, a fila nunca ficou abaixo desse patamar e seguiu em trajetória de alta, mesmo após o lançamento de programa estadual voltado à área.
Os dados oficiais mostram que a espera média por cirurgias eletivas ultrapassa 300 dias em diferentes especialidades. O maior prazo registrado é para cirurgias de mama, com média de 697 dias(quase dois anos). Na sequência aparecem cirurgias reparadoras (644 dias), procedimentos osteomusculares (420 dias) e cirurgias de vias aéreas superiores, como face, cabeça e pescoço, com média de 366 dias.
As cirurgias oncológicas apresentam o menor tempo médio de espera, de 66 dias. Ainda assim, o prazo supera o limite previsto na legislação federal para início do tratamento de pacientes com câncer. A lei federal 13.896/2019 estabelece prazo de até 30 dias para realização de exames em casos de suspeita da doença e de até 60 dias para o início do tratamento pelo SUS.
Segundo Fabiano da Luz, os números contradizem o discurso do governo estadual de redução da fila na saúde pública.“Os dados oficiais mostram que a fila aumentou e atingiu o maior número da série histórica recente. São mais de 116 mil pessoas esperando uma cirurgia em Santa Catarina. Não estamos falando apenas de estatísticas, mas de pacientes convivendo diariamente com dor, limitações e sofrimento enquanto aguardam atendimento”, afirmou o parlamentar.
Em fevereiro de 2023, o governo estadual lançou um programa com a promessa de zerar a fila de exames e cirurgias em até seis meses, mas até agora não foi cumprida.
Mesmo com o aumento da fila, o governo publicou em abril de 2025 material número que foi contestado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Segundo o tribunal, somando todas as cirurgias eletivas realizadas entre 2020 a 2024, o número chega a apenas 485 mil. O montante auditado é menos da metade do que o governo de Jorginho Mello tem divulgado em peças publicitárias.
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