O autor esfaqueou Ademir Schuk, 48 anos, que morreu após 30 dias internado no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso.
Fonte: Marcos de Lima / Rádio 103 FM
Última atualização: 2023/12/16 9:03:28Foto: Marcos de Lima / WH Comunicações
O último júri do ano da Comarca de São Miguel do Oeste foi realizado nesta sexta-feira (15), condenando Adriano Ébre da Silva, a uma pena de 18 anos de prisão em regime fechado. Adriano é réu confesso de ter esfaqueado e matado Ademir Schuk, 48 anos, em um Clube no Bairro Estrela em janeiro deste ano.
De acordo com a denúncia, no dia 22 de janeiro de 2023, por volta da 1h da madrugada, no Clube “Cá Tô Eu”, Bairro Estrela, São Miguel do Oeste, o denunciado teria iniciado um tumulto envolvendo sua companheira que já se encontrava no local, sendo retirado por seguranças do estabelecimento. Não satisfeito, o autor retornou ao local munido de uma faca, desferiu um golpe neste pelas costas, sequer possibilitando tempo e condições para que se defendesse, fugindo rapidamente junto com sua companheira.
Ademir foi socorrido por populares, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, após um mês internado.
Adriano, foi preso em uma ação da Polícia Civil nos três dias após o cometimento do crime e permaneceu no Presídio Regional de São Miguel do Oeste onde aguardou julgamento.
Para o Ministério Público, o delito foi praticado por motivo fútil, uma vez que desencadeado por uma discussão de somenos importância, insignificante, completamente desproporcional à natureza do crime praticado, em razão de que a vítima, apenas cumprindo sua função como segurança, retirou o imputado de dentro do estabelecimento, por ter iniciado confusão com os demais clientes. Ainda, o denunciado utilizou-se de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois praticou o golpe de faca pelas costas do ofendido, que não esperava pela súbita agressão, obstando a defesa de Ademir, que não pôde esboçar qualquer reação, sendo colhido de surpresa.
O Conselho de sentença acatou a tese apresentada pela promotoria e condenou Adriano a pena de 18 anos de prisão. Além disso o Magistrado impetrou o pagamento de R$ 200 mil afim de danos morais em favor dos herdeiros.
O tribunal do júri foi presidido pelo juiz, Márcio Cristofoli, na acusação atuou o promotor Edisson de Melo Menezes e a defesa foi conduzida pelos advogados, Othoniela Domingues Diniz e Marcelo Moreira Gonçalves.
A defesa confirmou à reportagem do Grupo WH Comunicações que irá recorrer da decisão.
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