Mobilização marcou a abertura da campanha e programação inclui roda de conversa voltada ao acolhimento de mulheres
Argeu Padilha / TVGC
Última atualização: 2026/08/04 2:10:05O Instituto Recomeçar Mulher realizou, no dia 1º de agosto, a mobilização de abertura da campanha Agosto Lilás, no Calçadão de São Miguel do Oeste. A ação reuniu representantes de instituições públicas, forças de segurança, clubes de serviço e organizações da sociedade civil para marcar o início das atividades de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
Durante o evento, o presidente do Instituto Recomeçar Mulher, Celso Diniz, afirmou que a entidade foi criada em janeiro de 2025 com o propósito de oferecer apoio às mulheres em situação de violência. Segundo ele, o trabalho busca alcançar vítimas que permanecem em silêncio.
“Nós mobilizamos pessoas num só propósito, de alcançar essas mulheres que às vezes estão trancadas dentro de suas casas, não conseguem expressar. O silêncio é maior.”
Celso também destacou que a mobilização representa a união de diferentes instituições.
“Estamos aqui nesse primeiro de agosto para mostrar força. Não estamos sozinhos, estamos com várias parcerias, unidos em defesa da mulher.”
A vice-presidente do Instituto, Gabrielle Heinz, explicou que a proposta é implantar uma casa de acolhimento para atender mulheres e seus filhos, oferecendo acompanhamento com equipe multidisciplinar.
“A nossa ideia com o Instituto Recomeçar Mulher é ter um lugar para essa mulher poder recomeçar a vida, acolher essa mulher e os seus filhos.”
Ela ressaltou que a violência pode ocorrer de diferentes formas e reforçou que as vítimas podem buscar ajuda.
“A violência contra a mulher acontece de muitas formas, não só a violência física. Também existe a violência psicológica e a patrimonial. É importante que essas mulheres saibam que elas não estão sozinhas.”
Gabrielle informou ainda que o Instituto possui diretoria formada por 13 integrantes e trabalha para implantar uma casa de acolhimento regional.
A assistente social Eliane Gabiatti Leal, integrante do corpo técnico do Instituto, afirmou que a região não possui uma estrutura de acolhimento para mulheres vítimas de violência.
“A casa que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica e familiar fica a 365 quilômetros daqui. Nós não temos uma ação dessa regional.”
Segundo ela, o objetivo é mobilizar a sociedade para ampliar a rede de proteção.
“Queremos mobilizar toda a sociedade em nome do Instituto Recomeçar Mulher. Hoje, amanhã e sempre.”
A mobilização contou com a participação da Polícia Militar, DPCAMI, Rede Catarina, Rotary Club, Lions Clube, Conselho Tutelar e outras entidades.
O delegado da DPCAMI, Pablo Freitas, destacou que a integração entre as instituições fortalece as ações de prevenção.
“A importância da integração da sociedade com os órgãos de segurança pública é no sentido da prevenção.”
Ele também observou que o enfrentamento à violência doméstica depende da participação de toda a comunidade.
“É um problema nacional e mostrar que essas instituições estão unidas e de braços abertos para atender a todos é fundamental.”
Durante a programação, representantes de entidades reforçaram o apoio ao movimento. O presidente do Rotary Club, Cleiton Campos, destacou a necessidade de oferecer proteção às vítimas.
“Ela tem que ter para onde ir, se sentir segura e se sentir acolhida.”
A integrante do Instituto, Cris Zanatta, ressaltou que a iniciativa busca reunir diferentes setores da sociedade.
“O Instituto Recomeçar Mulher está para ajudar e não para julgar.”
Roda de conversa
Como parte da programação do Agosto Lilás, o Instituto Recomeçar Mulher realizará uma Roda de Conversa no dia 22 de agosto, às 15h30, na Rua Frontino Rodrigues, 423, antigo prédio da Baviera.
O encontro será destinado ao acolhimento, escuta, orientação e fortalecimento de mulheres em um espaço de atendimento com sigilo. As inscrições podem ser feitas por meio do QR Code disponível no material de divulgação.

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