Com distrofia muscular progressiva e sequelas após a Covid-19, Maico Zanotelli pede ajuda da comunidade para custos altos de seu tratamento
Redação TVGC
Última atualização: 2026/02/12 11:40:57Morador do bairro Santa Rita, a cerca de quatro quilômetros do Centro, Maico Zanotelli enfrenta desde a infância a distrofia muscular progressiva, uma doença genética e degenerativa que começou a se manifestar com mais intensidade por volta dos oito ou nove anos de idade, quando dificuldades para subir no ônibus escolar levaram a família a buscar atendimento médico até chegar a um exame de eletroneuromiografia realizado em 2001, fora do município, que confirmou o problema e trouxe também a notícia de que não havia cura, apenas acompanhamento. “É de nascença, foi descoberto mais ou menos quando eu tinha uns nove anos, que começou a se manifestar bastante o problema”, relatou Maico, lembrando que até então corria, brincava e levava uma rotina considerada normal para a idade.
O pai, Ivanir Zanotelli, que mora em Guaraciaba e hoje é aposentado, recorda que a família passou por consultas em Cascavel, Florianópolis e até na USP, em São Paulo, na esperança de encontrar uma alternativa de tratamento, mas recebeu a confirmação de que se tratava de um quadro genético e progressivo. “Fomos fazendo exames, eu e a mãe dele também fizemos, e a resposta que ganhamos é que não tinha o que fazer, não tinha cura”, afirmou Ivanir, que contou ainda que trabalhou por muitos anos e chegou a manter um pequeno bar para complementar a renda, mas atualmente vive apenas da aposentadoria e ajuda o filho sempre que pode, inclusive com despesas médicas e medicamentos.
Até 2020, Maico ainda conseguia caminhar e se virar sozinho dentro de suas limitações, mas após contrair Covid-19 ficou cerca de 15 dias acamado e relata que o quadro se agravou, com piora da força muscular e dificuldades respiratórias que permanecem até hoje, fazendo com que passasse a depender integralmente de cadeira de rodas manual e da ajuda constante da companheira para sair de casa, subir calçadas, enfrentar ruas irregulares e comparecer a consultas médicas mensais. “Depois da Covid começou a afetar bastante os nervos e até hoje eu acordo de madrugada sem conseguir respirar direito, parece que estou debaixo d’água”, contou Maico, explicando que a cadeira motorizada permitiria ao menos pequenos deslocamentos sozinho, como ir à padaria ou se locomover no bairro, reduzindo o esforço físico da família.
A companheira, Adriane, que também enfrenta problemas de saúde, perdeu totalmente a visão de um dos olhos e tem comprometimento parcial no outro, faz tratamento particular em Chapecó e informou que recebia o Benefício de Prestação Continuada, recentemente suspenso, o que agravou a situação financeira do casal, que vive em casa cedida e depende do salário mínimo da aposentadoria de Maico para pagar água, luz, internet, alimentação e cerca de R$ 600 a R$ 700 mensais em medicamentos. “Eu não enxergo mais de um olho e do outro não é cem por cento, e agora a gente perdeu o auxílio, então dependemos muito da família até resolver essa situação”, relatou Adriane, que também ajuda o companheiro diariamente nos deslocamentos e nos cuidados básicos.
A campanha busca arrecadar aproximadamente R$ 14 mil, valor que inclui uma cadeira de rodas motorizada compacta, orçada em pouco mais de R$ 12 mil, e um aparelho semelhante a uma bicicleta ergométrica adaptada, que custa cerca de R$ 1,6 mil e servirá para estimular a circulação e manter os músculos ativos, sendo que cerca de R$ 4 mil já foram arrecadados até o momento por meio de doações via Pix divulgadas nas redes sociais.
“Eu gostaria de conseguir esse valor para viver um pouco melhor e agradeço a todos que já ajudaram e aos que ainda vão ajudar, porque qualquer valor faz diferença”, disse Maico, enquanto o pai reforçou o apelo afirmando que a família sempre buscou trabalhar e enfrentar as dificuldades com dignidade, e agora conta com o apoio da comunidade para conquistar mais autonomia e qualidade de vida.
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