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Animais peçonhentos – Cuidados e como prevenir

Enfermeira do Pronto Socorro Jéssica Cristina Segsttater Estamos em uma época de calor, chuvas e umidade na qual o lazer e atividades ao ar livre como trilhas, acampamentos e de limpezas de habitações, quintais e terrenos são muito praticadas pelas pessoas. O período coincide com deslocamento dos animais peçonhentos para alimentação e reprodução, podendo ocorrer […]

Animais peçonhentos – Cuidados e como prevenir
Foto: TV GC

Enfermeira do Pronto Socorro Jéssica Cristina Segsttater 

Estamos em uma época de calor, chuvas e umidade na qual o lazer e atividades ao ar livre como trilhas, acampamentos e de limpezas de habitações, quintais e terrenos são muito praticadas pelas pessoas. O período coincide com deslocamento dos animais peçonhentos para alimentação e reprodução, podendo ocorrer acidentes com os mais comuns: lagartas, aranhas, serpentes, abelhas e escorpiões. 

Os acidentes por animais peçonhentos são considerados um problema de saúde pública no Brasil, em virtude do elevado número de pessoas envolvidas anualmente, e pela gravidade e complicações que podem apresentar. Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC – DIVE (2018) a região do Estado mais acometida por estes animais é o Extremo Oeste de Santa Catarina.

Os animais peçonhentos, quando se sentem ameaçados por outro animal ou pelo homem, utilizam a peçonha (veneno) como defesa. O contato com esses animais pode ocorrer pela pele por meio de mordidas, picadas, ferroadas e arranhões. 

No ano de 2018 no setor de Pronto Socorro do HRTGB foram atendidos 141 pacientes que tiveram contato com estes animais. Janeiro e fevereiro de 2018 foram os meses de maior incidência e somente até a metade do mês de janeiro/2019 já somam 12 casos.


O que fazer em caso de acidente 

A vítima deve procurar atendimento médico no serviço de saúde mais próximo nas primeiras horas após a ocorrência. Será feita uma avaliação pelo médico e a vítima permanecerá hospitalizada para realização de exames laboratoriais e em observação para avaliação da progressão dos sinais e sintomas.

Após o contato pode ocorrer a manifestação de alterações locais como dor, inchaço, vermelhidão, irritação, queimação, coceira no local, e até mesmo manifestações sistêmicas ocorrendo: hipotensão, taquicardia, dor de cabeça, náuseas/vômitos, alteração da coagulação sanguínea, distúrbios hemorrágicos, infecção, necrose, insuficiência renal e respiratória, choque anafilático entre outros.

A referência para o atendimento destes acidentes no estado é o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina que acompanha todo o processo, fornece suporte clínico para os profissionais na avaliação da gravidade dos casos e orienta a melhor conduta a ser tomada para prevenir que manifestações mais graves ocorram, sendo em muitos casos necessária a realização de soroterapia – soro antiveneno – específico para cada tipo de acidente e disponível em ambiente hospitalar. 

Como prevenir acidentes com animais peçonhentos 

• Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no manuseio de materiais de construção, lenhas, móveis, em atividades rurais, limpeza de jardins, quintais e terrenos;

• Não colocar as mãos em tocas, buracos e espaços entre lenhas e pedras (utilizar ferramentas);

• Evitar aproximar-se de vegetação rasteira ao amanhecer e ao anoitecer (período de maior atividade de serpentes);

• Não mexer em colmeias e vespeiros (contatar autoridade local);

• Inspecionar roupas, calçados, roupas de cama e banho, panos e tapetes antes de usá-los;

• Afastar as camas das paredes;

• Não depositar lixo, entulho e materiais de construção junto às habitações; 

• Evitar que plantas e folhagens encostem nas casas;

• Fazer o controle de roedores;

• Evitar acampar onde se sabe que existem roedores e serpentes;

• Não fazer piquenique às margens de rios, lagos e lagoas;

• Não encostar-se em barrancos durante pescarias;

• Limpar regularmente e com EPIs móveis, cortinas, quadros, paredes e terrenos baldios;

• Vedar frestas, buracos, portas, janelas e ralos;

• Manter limpos jardins, quintais, paióis e celeiros;

• Combater insetos (especialmente baratas, que servem de alimento para escorpiões e aranhas);

N° DE ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS ATENDIDOS NO HRTGB SEGUNDO O MÊS DE OCORRÊNCIA – ANO 2018

Janeiro38
Fevereiro19
Março09
Abril17
Maio17
Junho05
Julho04
Agosto02
Setembro01
Outubro06
Novembro08
Dezembro15
Total 141
Necessitaram de soroterapia31
Fonte: SCIH/HRTGB – 2018


N° DE ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS ATENDIDOS NO HRTGB SEGUNDO O TIPO DE ACIDENTE – ANO 2018

Lagarta57
Aranha26
Serpente18
Abelha22
Escorpião05
Ignorado11
Outros02
Total141
Fonte: SCIH/HRTGB – 2018
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