1- Nos conta para gente um pouco da sua história?
R: Sou Jair Alberti, natural de Mondaí-SC. Ao longo da minha trajetória atuei como advogado, radialista por mais de duas décadas e também como professor. Sempre fui muito envolvido com a comunicação, com a cultura e com as pessoas. Tive uma vida profissional intensa, marcada pelo compromisso com a informação, a justiça e a valorização cultural. Hoje também atuo como produtor cultural, ajudando a transformar ideias em projetos que impactam positivamente a sociedade.
2- Como foi receber o diagnóstico de esclerose múltipla?
R: Receber o diagnóstico de esclerose múltipla em 2018 foi um momento muito difícil. É algo que muda completamente a forma como você enxerga a vida. No início há medo, incertezas e muitas perguntas sem resposta. Mas, com o tempo, aprendi a entender a doença e, principalmente, a não deixar que ela definisse quem eu sou.
3- Como é sua rotina de vida e profissional?
R: Minha rotina hoje é mais equilibrada e adaptada às minhas condições. Procuro respeitar meus limites físicos, cuidar da saúde e manter a mente ativa. Continuo atuando na área cultural, desenvolvendo projetos e contribuindo com ideias e planejamento. Mesmo com as limitações, sigo produtivo e envolvido com aquilo que acredito.
4- Quais adaptações precisou fazer no estilo de vida para lidar?
R: Precisei desacelerar. Aprendi a ouvir mais o meu corpo, respeitar o tempo de descanso e evitar excessos. Também passei a valorizar mais a qualidade de vida, a saúde emocional e o convívio com a família. São mudanças que exigem disciplina, mas que trazem equilíbrio.
5- O que o Senhor mais ama fazer e que mais te dá motivação para seguir em frente?
R: O que mais me motiva é poder continuar contribuindo com as pessoas através da cultura e da comunicação. Amo escrever, criar projetos, compartilhar experiências e ver que, de alguma forma, posso inspirar outras pessoas. Minha família é minha base, e meus netinhos Miguel e Matheus são uma fonte diária de alegria, esperança e motivação para seguir em frente.
6- Como foi ser locutor e advogado? Qual a palavra que define o Senhor em cada profissional?
R: Ser locutor foi viver a emoção da comunicação diária com as pessoas – a palavra que define é voz.
Ser advogado foi defender direitos, lutar pela justiça e orientar pessoas – a palavra que define é justiça.
7- Como o Senhor enxerga o seu futuro hoje? Quais são seus objetivos de vida?
R: Hoje eu enxergo o futuro com serenidade e propósito. Meus objetivos são continuar ativo, produzindo cultura, escrevendo, compartilhando minha história e ajudando outras pessoas a enfrentarem seus desafios. Também quero estar presente, acompanhando o crescimento dos meus netos Miguel e Matheus, aproveitando cada momento ao lado da minha família.
8- Que conselho o Senhor dará para alguém tá recebendo o mesmo diagnóstico?
R: Não desista. O diagnóstico não é o fim, é o início de uma nova forma de viver. Busque informação, acompanhamento médico, apoio da família e, principalmente, mantenha a fé e a esperança. Cada dia é uma conquista.
9- Mensagem:
R: A vida nos apresenta desafios inesperados, mas também nos dá a capacidade de superá-los. Nunca perca a esperança, nunca deixe de acreditar em si mesmo. Valorize sua família, os pequenos momentos e aquilo que realmente importa. Mesmo diante das dificuldades, sempre é possível encontrar um novo caminho e continuar escrevendo uma história de coragem, superação e propósito.
Agradeço a atenção!
Carinhosamente, Ivânia Fátima Cadore.




