O descarte irregular de móveis, eletrodomésticos e materiais de construção voltou a ser registrado em São Miguel do Oeste. Nesta segunda-feira, uma equipe da Secretaria de Urbanismo encontrou diversos objetos deixados à margem de uma via, no município, incluindo partes de televisores e um equipamento de grande porte semelhante a um balcão comercial.
A secretária de Urbanismo, Marli da Rosa, afirmou que a situação prejudica a conservação dos espaços públicos, os moradores das proximidades e o meio ambiente.
“Não é simplesmente pensar que a prefeitura limpa e, por isso, posso largar na rua. A responsabilidade da prefeitura não funciona assim”, declarou.
Segundo Marli, o município dispõe de serviços de recolha de móveis e de orientações para o descarte de diferentes tipos de resíduos. Ela destacou que os moradores devem consultar o calendário e verificar as datas previstas para cada localidade antes de deixar os materiais nas ruas.
A secretária também chamou a atenção para os objetos que podem acumular água da chuva e favorecer a proliferação de mosquitos e outros insetos. No local registrado pela reportagem, havia equipamentos e peças descartados diretamente na via pública.
Em relação aos resíduos eletrônicos, Marli informou que materiais como geladeiras e outros equipamentos ligados à tomada podem ser encaminhados ao ponto de recebimento localizado na comunidade de São Gotardo, nas proximidades da subestação da Celesc.
Para os materiais de isopor, a orientação apresentada pela secretária é quebrar as peças, acondicioná-las em um saco de ráfia e colocá-las no lixo orgânico, conforme o procedimento informado pela pasta.
O calendário de recolha pode ser consultado na página oficial da Prefeitura de São Miguel do Oeste. De acordo com Marli, agentes comunitários de saúde e equipes de combate à dengue também têm acesso às informações. No bairro Santa Rita, por exemplo, a próxima passagem do serviço estava prevista para 23 de novembro.
A secretária afirmou que o descarte fora das datas programadas exige deslocamento de equipes para recolher materiais deixados em locais inadequados. Segundo ela, esse trabalho reduz o tempo disponível para outras atividades de manutenção urbana, como o cuidado com árvores, flores e áreas verdes.
Marli pediu a colaboração dos moradores para que os resíduos sejam destinados corretamente e colocados para recolha conforme o cronograma divulgado pelo município.




