Muitos casais se queixam da sensação de “sufoco” na relação, assim como o sentimento de abandono no casamento. São queixas reais, porém muitas vezes desconsideradas pelo parceiro (a), haja vista que cada um possui um mecanismo próprio de percepção de tempo e espaço no que tange à convivência. Uma relação não é uma prisão! Em uma relação amorosa é fundamental que cada um tenha espaço para estar com familiares ou amigos individualmente, para investir em hobbies ou fazer para fazer qualquer atividade desportiva ou de lazer.
É possível ter nosso tempo pessoal sem promover no companheiro (a) a sensação de que está ficando em segundo plano?
Claro que sim, desde que o tempo investido não seja exagerado ou exatamente o horário em que o outro possui um maior sentimento de solidão. Por exemplo: pessoas que tiveram esse sentimento exclusão em suas infâncias, devido às brigas dos pais ou até um alcoolismo de algum deles, e cujo horário é exatamente o mesmo em que o parceiro (a) sai sozinho (ou demora chegar) para alguma atividade, esse gatilho do desespero é disparado no cérebro e então à ansiedade e a sensação de abandono são automaticamente instaladas. Vindo a promover, muitas vezes, as famosas discussões na chegada do cônjuge da sua atividade individual (repetindo o padrão familiar já vivenciado em na sua vida).
Certamente as atividades individuais não devem retirar o tempo a dois, pois de maneira geral nós precisamos nos sentir que somos importantes para a pessoa com quem dividimos nossas vidas.
Numa história a dois é vital a necessidade de sentirmos o interesse do outro para com nós, que há vontade de estar junto e que a relação é uma prioridade.
Pense nisso!



