A redução na oferta de bovinos para comercialização preocupa o setor pecuário do Extremo-Oeste. O cenário deve ficar evidente no último leilão de gado geral de 2026, marcado para sábado, 7, em São Miguel do Oeste, quando aproximadamente 200 animais devem ser colocados à venda, metade da quantidade normalmente registrada.
Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Bovinos do Extremo Oeste, Moacir Piroca, a situação é consequência de um período prolongado de baixos preços pagos pelo boi gordo.
Durante cerca de três anos, muitos produtores aumentaram o descarte de matrizes, enviando mais fêmeas do que machos para o abate. Com menos animais destinados à reprodução, a disponibilidade de bovinos diminuiu, afetando principalmente quem procura animais para recria e engorda.
Piroca explica que a procura continua elevada, mas os pecuaristas enfrentam dificuldades para encontrar animais disponíveis. A combinação entre demanda e oferta reduzida tem contribuído para a valorização do gado.
Conforme o presidente, a arroba do boi gordo está atualmente na faixa de R$ 400, valor que representa uma melhora na remuneração dos produtores.
Apesar do cenário positivo para quem possui animais disponíveis para comercialização, a associação avalia que a redução do rebanho ainda deve provocar reflexos no mercado durante 2027.
A expectativa é de que a oferta continue limitada, podendo pressionar também os preços da carne bovina para os consumidores.
O último leilão do ano será realizado no sábado, a partir das 13h30, no Parque de Exposições Rineu Gransotto. Além de animais para recria e engorda, haverá um lote de fêmeas destinadas à reprodução.




