O consumo do cigarro durante a gestação tem implicações que vão além dos prejuízos à saúde materna. Os malefícios do tabaco atingem não apenas a gestante, mas também o feto que, ainda no útero, se torna um verdadeiro fumante ativo.
Fumar durante a gestação pode trazer sérios riscos, já que o monóxido de carbono e a nicotina são absorvidos pelo organismo materno e passados ao feto, podendo ocasionar:
– Abortos espontâneos;
– Nascimentos prematuros;
– Bebês de baixo peso;
– Mortes fetais e de recém-nascidos;
– Gravidez tubária;
– Deslocamento prematuro da placenta;
– Placenta prévia;
– Episódios de sangramento.
O fumo na gravidez é responsável por:
– 20% dos casos de fetos com baixo peso ao nascer;
– 8% dos partos prematuros;
– 5% de todas as mortes perinatais.
Estudos mostram que o tabagismo na gestação pode contribuir para a síndrome da morte súbita do bebê, além de causar importantes alterações no desenvolvimento do sistema nervoso.
Fumar na amamentação
Durante o período da amamentação, os malefícios do uso do cigarro também são preocupantes, pois a criança recebe nicotina pelo leite, podendo ocorrer intoxicação (agitação, vômitos, diarreia e taquicardia). Mulheres fumantes tendem a amamentar menos do que as que não fumam. Em razão do vício, elas podem desmotivar e interromper precocemente o período de amamentação.
Roberta Dalmagro – Assistente Social do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste
Diretora técnica – Katia Bugs – CRM 10375




