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Hipertensão: a importância de conhecer, prevenir e controlar

No Brasil, a hipertensão atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular

Conhecida popularmente como pressão alta, a hipertensão arterial é a elevação dos níveis de pressão sanguínea nas artérias. Um problema que atinge cada vez mais a população e merece a atenção de todos, pois a prevenção é a melhor forma de evitarmos as graves consequências que esta doença pode causar. 

Em 2016, foram registrados 983.256 procedimentos de internação e ambulatorial no Sistema Único de Saúde (SUS) do país, gerando custo de R$ 61,2 milhões. De janeiro a julho de 2018, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, já realizou mais de 740 atendimentos por distúrbios hipertensivos e transferiu mais de 80 pacientes para atendimento de alta complexidade (referência em cardiologia). Na maioria dos atendimentos via Pronto Socorro, os sintomas comuns atribuídos a hipertensão foram: dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal. Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão arterial já está alta e a prevenção continua sendo o melhor caminho. 

No Brasil, a hipertensão atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular. Junto com a diabetes, suas complicações cardíacas, renais e acidente vascular encefálico, têm impacto elevado na perda da produtividade do trabalho e da renda familiar. As doenças cardiovasculares são ainda responsáveis por alta frequência de internações, com custos socioeconômicos elevados. 

A hipertensão arterial não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente. 

Previna

Além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável:

• Manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares;

• Não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;

• Praticar atividade física regular;

• Aproveitar momentos de lazer;

• Abandonar o fumo;

• Moderar o consumo de álcool;

• Evitar alimentos gordurosos;

• Controlar o diabetes.

Cristiano Alba 

Gerente de Enfermagem – responsável pelo Pronto Socorro, UTI e Ortopedia do Hospital Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste 


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