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Homem é condenado a 76 anos de prisão em tribunal do júri em São Domingos

Na ocasião, os pais e duas crianças foram mortas pelo condenado

Homem é condenado a 76 anos de prisão em tribunal do júri em São Domingos

Na ocasião, foram ceifadas, por ferimentos com arma branca (faca) na altura do pescoço, as vidas de toda uma família (duas crianças e dois adultos – um menino e uma menina, com 11 e 10 anos de idade, e dois adultos, um homem e uma mulher, de 34 e 31 anos), e, em seguida, ateado fogo à residência.

Foto: Divulgação/Oeste Mais

Ocorre que, a partir dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) do Núcleo Regional de Perícias de São Lourenço do Oeste/SC, descobriu-se que as lesões foram produzidas em organismo vivo, ou seja, que as mortes não foram decorrentes do fogo que consumiu toda a residência onde o casal morava com as duas crianças, mas sim um crime de sangue.

Os trabalhos investigativos imediatos, coordenados pela DIC/Fron de São Lourenço do Oeste/SC, numa ação de integração junto ao Instituto Geral de Perícias (IGP) e Instituto Médico Legal (IML), possibilitou a colheita de provas que, seis dias após os fatos (ou seja, em 14/05/2021), resultou na prisão temporária de um homem de 31 anos de idade (que era amigo e frequentava a casa da família que veio a matar), na cidade de Ipuaçu/SC, àquela altura investigado como autor dos crimes. Por se tratar de crime hediondo, a prisão temporária foi, decretada pelo prazo de 30 (trinta) dias, e, em seguida, prorrogada por igual período.

Durante todo esse tempo, a Polícia Civil seguiu desempenhando fielmente seu papel na condução das investigações, até que o homem confessou a autoria dos crimes: matou as duas crianças, os dois adultos, e em seguida ateou fogo na residência. Alegou a motivação como sendo o uso excessivo de drogas (cocaína) e que nada se lembrava das mortes.

Apesar de ter modificado sua versão em juízo, foi condenado pelo Tribunal do Júri, tendo sido sentenciado inicialmente a pena de 44 anos e 10 meses de reclusão mas, após recurso do Ministério Público, tal pena foi majorada para 76 anos.

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