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São Miguel do Oeste

Justiça condena três envolvidos na morte de idosa de SMOeste a penas que somam mais de 53 anos

Decisão da Vara Criminal de São Miguel do Oeste estabelece penas diferentes para três condenados

Justiça condena três envolvidos na morte de idosa de SMOeste a penas que somam mais de 53 anos
Foto: Arquivo / WH Comunicações / Marcos de Lima

A Justiça da Comarca de São Miguel do Oeste condenou três envolvidos no crime que resultou na morte de Deomira Conci, de 75 anos, cujo corpo foi encontrado em território argentino. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (5), e as penas aplicadas aos condenados somam 53 anos, 8 meses e 20 dias de prisão.

O caso, investigado pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de São Miguel do Oeste, teve grande repercussão na região de fronteira pela violência empregada contra a vítima e pelas circunstâncias em que o corpo foi levado para a Argentina.

Idosa foi atraída com promessa de pagamento de aluguel

Conforme apurado durante o processo, Deomira foi abordada sob o falso pretexto de quitação de um aluguel. Ao permitir a aproximação dos envolvidos, acabou rendida e mantida refém dentro de seu próprio veículo, uma Ford EcoSport vermelha.

A vítima teve a liberdade restringida e foi imobilizada com o cinto de segurança no assoalho do automóvel.
Os criminosos conduziram a idosa até a região de fronteira, onde ela foi morta mediante golpes de arma branca, que provocaram ferimentos graves.

Posteriormente, os envolvidos atravessaram a fronteira e abandonaram o corpo em Bernardo de Irigoyen, na Argentina. O veículo roubado foi entregue em troca de dinheiro e entorpecentes.

Principal condenado recebeu pena de 30 anos de prisão

Após a conclusão da instrução criminal, a Justiça julgou parcialmente procedentes os pedidos da acusação e estabeleceu as seguintes condenações:

Primeiro réu: condenado a 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por latrocínio, com reconhecimento das circunstâncias de restrição da liberdade da vítima e transporte do veículo para o exterior.

Segundo réu: condenado a 21 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, também em regime inicial fechado, por latrocínio, com reconhecimento de participação de menor importância.

Terceiro réu: teve a acusação desclassificada para furto qualificado pelo concurso de agentes e recebeu pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto.

No caso do terceiro condenado, a Justiça determinou a expedição de alvará de soltura, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares, incluindo monitoração eletrônica.

A sentença também estabeleceu o pagamento de indenizações aos sucessores da vítima, como reparação mínima por danos morais.

Investigação da DIC levou à prisão dos envolvidos

A Divisão de Investigação Criminal de São Miguel do Oeste assumiu as investigações após o registro do desaparecimento de Deomira e a localização de seu corpo na Argentina.

Os policiais civis realizaram um trabalho de inteligência que envolveu o cruzamento de dados digitais e a análise de imagens de câmeras de monitoramento para identificar os suspeitos e reconstruir a dinâmica do crime.

As prisões ocorreram em 17 de setembro de 2025, durante ações realizadas em São Miguel do Oeste e no município de Barracão, no Paraná.

O trabalho investigativo permitiu esclarecer a participação dos envolvidos na abordagem da vítima, na subtração do veículo e no transporte do corpo para o território argentino.

A sentença foi proferida em primeira instância e ainda poderá ser objeto de recursos.

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