Os vinhos australianos não são muito conhecidos mesmo no Brasil. Em princípio pela distancia mesmo, mas também pela falta de comércio entre os países. Os sabores mais próximos que temos por aqui do vinho do continente australiano são os argentinos e uruguaios. Isso quer dizer, vinhos com muita fruta e muito madeira. Tintos em especial, potentes em álcool e sabores.
Os vinhedos da Australia nao tem falta de sol, nem de calor, mas tem uma enorme falta de água e de mao de obra. Assim a colheita da uva por aqui é essencialmente mecanizada. Os vinhos provenientes de uvas colhidas a mão, exibem orgulhosamente no rótulo “picked by hand”. Na maior parte das zonas produtoras, a colheita é feita a noite, na batalha implacável contra o calor. As uvas seguem sempre em caminhões refrigerados. E o mosto na vinícola fermenta resfriado.
Os australianos se orgulham da falta de restrições que ditam o que um viticultor europeu tradicional deve cultivar e como ele deve fazê-lo. Eles podem estabelecer um vinhedo onde quiserem (embora a disponibilidade de água seja geralmente um fator determinante importante) e, de fato, a atual distribuição de vinhas velhas e novas sugere que há áreas não descobertos de terras apropriadas em todo o sul deste vasto país. O que significa que a produção pode crescer ainda mais.
Outra grande diferença do vinho australiano está no fato de que a fruta pode ser originária de regiões diferentes e distantes a cada safra. Os britânicos que se apaixonaram profundamente pelos vinhos australianos estão acostumados a ver nos rótulos a denominação “Sudoeste da Australia”, limite que abrange todas as regiões vinícolas, incluindo areas irrigadas, e excetuando algumas aéreas muito limitadas da Australia Ocidental.
Mas nem só de tintos vive a Austrália. E como todo o mundo do vinho ela se reinventou completamente a partir de 1980, com outra grande guinada nos anos 2000.




