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Lei amplia abrangência de norma sobre denúncias de exploração sexual

A alteração no texto original da lei, resultante de projeto de lei de autoria da deputada Marlene Fengler (PSD), já foi sancionada

Lei amplia abrangência de norma sobre denúncias de exploração sexual
Foto: Agência Alesc

Deputada Marlene Fengler Foto: Divulgação


Já está em vigor a Lei 17.899/2020 alterando o texto da norma que determina a afixação de cartazes em locais como cinemas, hotéis, motéis, bares, restaurantes e outros tipos de estabelecimentos com mensagem sobre exploração sexual e tráfico de crianças e de adolescentes. Pelo novo texto, além das denúncias serem possíveis de registro pelo Disque 100, também poderão ser acolhidas através do aplicativo Proteja Brasil. O aplicativo é gratuito  e permite, além da denúncia, que os usuários possam localizar os órgãos de proteção nas principais capitais e ainda se informarem sobre as diferentes violações. As denúncias via aplicativo são encaminhadas diretamente ao Disque 100, serviço de atendimento do governo federal. 

O Proteja Brasil funciona em celulares e tablets, com tecnologia iOS ou Android. Está disponível em português, inglês e espanhol. A alteração no texto original da lei, resultante de projeto de lei de autoria da deputada Marlene Fengler (PSD), já foi sancionada pelo governo do Estado e publicada no Diário Oficial do Estado no final de janeiro.

“O problema existe e precisa ser enfrentado”, observa a deputada Marlene, que pretende este ano atuar na questão, assim como fez em 2019 em relação a violência contra as mulheres. No ano passado, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, informou que no ano anterior o Disque 100 recebeu mais de 17 mil denúncias de violência sexual contra menores. Os dados mostram que mais de 70% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes são praticados por pais pais, mães, padastros ou outros parentes das vítimas. E também em mais de 70% dos registros, a violência foi cometida na casa do abusador ou da vítima.

Deputada Marlene Fengler Foto: Divulgação
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