Todos sabem da “inestimável” presença de alguns catadores de votos (aqueles que só aparecem para isso) para “resolver” o problema dos buracos nas BRs. Foram sonoramente vaiados por um grupo de jovens que, ao contrário dos puxassacos, sabem discernir entre o interesse público e o(a) privado(a). Não demorou e alguns dos nobres edis tomaram as dores dos oportunistas e sugeriram que a “colenda” câmara municipal pedisse “desculpas” aos ofendidos. Não se sabe por que, a empreitada foi abortada. Este reles colunista acha que o sininho tocou nos ouvidos dos afoitos. Recentemente, na última terça feira, os apressadinhos tiveram que engolir em seco (ou um sapo) uma nota de repúdio àqueles que votaram a favor do golpista Michel Temer na votação que oficializou a roubalheira do PMDB, PSDB e seus sucedâneos, como algo normal num país sério como é o Brasil dos políticos que atualmente ocupam o governo. Os que tentaram arquitetar o pedido de desculpas e que na hora da votação da nota de repúdio tiveram que se esconder no banheiro ou votaram contra e até a favor da proposição com a cabeça enfiada entre as pernas, bem feito. Sempre se soube que quem tem pressa come cru.O mais hilário disso tudo, é que tiveram que acordar um dos ilustres vereadores para que manifestasse seu voto. Este, ciente de ter combinado o voto com seus pares e não lembrar os termos da combinação e pressionado pelo mico que saltitando estava a observá-lo, saiu pela tangente. Saiu pela “resteva” como diz um amigo leitor assíduo desta coluna.
NON NOVA, SED NOVA (não coisas novas, mas de novo!)A cada eleição, nessa terra do Padre Aurélio, se questiona se a colenda câmara municipal a ser eleita será melhor que a atual. A cada início de legislatura, se prognostica que a que assume será melhor que a anterior. Os critérios para as expectativas ou previsões, são os mais diversos: grau de instrução, idade, histórico, currículo, profissão, etc.A realidade sempre se mostra diversa do que se espera. Os motivos dos erros são os mais diversos, mas um salta aos olhos. É a questão do interesse. Sempre ele. Quando o interesse privado se sobrepõe ao interesse público, pimba! Os argumentos, iniciativas e votos na apreciação dos projetos trarão um viés pessoal. Nunca coletivo. Aliás, para muitos vereadores, ou a grande maioria deles, a coletividade só existe nas eleições. Fora disso, é boi de piranha. Tem gente capaz de vender a alma a Belial em troca de um emprego para um eleitor. Não importa se o ocupante do cargo é competente para a tarefa, ou não. A coletividade já votou. Agora EU sou a coletividade, pensam. Compondo maioria parlamentar à custa de favores pagos pelo povo, os governantes pensam que “L’Etat c’est Moi” (O Estado sou eu, como proferiu Louis XIV em 13 de abril de 1655. Daí para frente, a coletividade que se exploda!O caso do mico da legislatura é emblemático. Merece condecoração. A mais adequada é uma medalha de couro pendurada nas costas. Com a palavra a coletividade. Espera-se que ela raciocine sem “dores” partidárias. Que faça uma resenha contemplando os pontos fundamentais: em quem eu votei? Por que votei? O que esperava? O que meu eleito realiza? Vou repetir o voto na próxima eleição?
HIPOCRISIAPrimeiro a turba sai às ruas de verde e amarelo batendo panelas e pedindo fora Dilma, fora PT. Depois, fala mansinho em apaziguar os ânimos. Ainda, faz uma cruzada do bem contra o mal para depois propõe fazer a paz. Inventa um pretexto para tomar o poder para combater a corrupção e quando vê a ladroagem sendo pior, defende que é hora de pensar no bem estar social. Este é o comportamento da turma dos coxinhas.Sem pensar direito, você divide o mundo entre direita e esquerda, coxinhas e petralhas, capitalistas e comunistas, do bem e do mal. Depois, tendo conseguido o que queria, fica trancado em casa dizendo-se desencantado com a política e não ocupa mais as ruas nos domingos e feriados para protestar contra a crise da ética e a devastação da moral. Primeiro você chuta o balde, bate panela, usa camiseta amarela, canta a plenos pulmões o hino nacional. Depois, enquanto aqueles que deveriam ser seus novos heróis respondem aos tribunais e compram votos dos deputados federais para não morrer na fogueira, você silencia e diz que já não há mais ideologias. Primeiro você acredita nas provas e condena todos os adversários. Depois você só vê indícios onde antes havia certeza. O povo prevê o caos a miséria e a revolução. Sai de cena, anda de costas, recua de lado, adapta o letreiro, rasga o cartaz, aposta nas reformas e em nome delas aceita a velha corrupção e a compra de votos com o seu minguado dinheiro da carga tributária. Que dizer? Nada, a não ser bem feito aos afoitos e parabéns aos hipócritas.
QUEM TEM MEDO DA FOICE E MARTELO?Um estudo realizado por acadêmicos da Universidade Brock, em Ontário, no Canadá, afirma que pessoas com opiniões políticas de esquerda tendem a ser mais inteligentes do que aquelas com visões de mundo de direita. Para realizar o estudo, os pesquisadores mediram a inteligência de crianças com idade entre dez e 11 anos e voltaram a analisar suas posições políticas aos 33 anos de idade.Indivíduos com menores capacidades cognitivas gravitam em torno de ideologias conservadoras que mantêm as coisas como elas são, porque isso lhe dá um um senso de ordem”, dizem no estudo publicado no Journal of Psychological Science.
O mico da legislatura
NON NOVA, SED NOVA, HIPOCRISIA, QUEM TEM MEDO DA FOICE E MARTELO?



