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Recentemente, este reles escriba postou no Facebook uma espécie de queixa por ter perdido o título de sujeito mais bem informado. O motivo é que não é possível estar bem informado pois os meios de comunicação só divulgam assuntos que não interessam

Os espaços estão dominados por temas políticos que na verdade não são propriamente temas, mas a exposição da vergonha a que chegamos com nosso País de dimensões continentais.As reações foram as mais diversas, desde abertura de variantes para discutir assuntos de interesse local até manifestações de apoio e sugestões para que a rotina de vida seja alterada. Estou avaliando as sugestões. Alguma dificuldade se prende ao compromisso com os leitores desta coluna. Mal informado não terei assunto para preencher estas poucas linhas. Bem informado, terei que buscar temas além do cotidiano, pois este não mais atrai leitores.
NÃO PERMITEM. NÃO DEIXAMO tal cotidiano, os acontecimentos e fatos do dia a dia, não permitem permanecer à margem, alheio, alienado. O tanto de bobagens que é discutido nas redes sociais e na mídia em geral provoca reações das mais diversas, transformando o homo sapiens em homo videns, segundo Giovanni Sartori. Só para exemplificar, há poucos dias pude assistir pela RAI, a ópera Otelo, de Giuseppe Verdi, completa. Por aqui assistimos novelas e reality shows. Somos todos homo videns. Não “sapiemos” nada e nem queremos sapier!
SOMOS OS CULPADOSNão há a quem culpar. Nós mesmos o somos. Por quê?Elegemos representantes que vendem sua opinião, sua personalidade, seu caráter, enfim, vendem sua alma a Mammon* em troca de uma emenda, que quase sempre é pior que o soneto. Em seguida, aparecem por aqui com a maior cara de pau para discutir o tamanho dos buracos nas BRs. Para justificar o porquê não são tapados, sempre com o argumento que não há dinheiro e que é preciso estancar o déficit público. Isto já não é um paradoxo. É um ortodoxo! As emendas distribuídas fartamente, com certeza, não contribuem para o déficit público! Ora poix poix, como diria o português.Somos culpados porquanto esta corja de personalidades aporta por estas bandas, toda a mídia tupiniquim corre freneticamente ao seu encontro para dar-lhe visibilidade. E o pior é que o “homo videns” provinciano aplaude. Na verdade, chamar de homo videns é elogio. O correto seria chamar de “homo asinus” e entregar-lhe o título de “doctor asinus praesepe causa”. A propósito, vou ponderar isso com o Giovanni Sartori. Imagino que ele entenda Latim, já que é culto e Italiano.
TEM MAIS CULPADOSEm nível local, somos representados por alguns vereadores (a maioria) que reagem contra a população quando esta aplica uma sonora vaia aos que mal nos representa. Também somos culpados, pois nós os elegemos. Elegemos vendilhões, que por qualquer motivo mudam de comportamento, estando ora de um lado ora de outro. Elegemos mercantes, que compram votos (e nós os vendemos) pelo preço de um pacote de farinha. Elegemos assediadores de todos os gêneros, cujo comportamento se torna público através do patrocínio de profissionais que por sua formação, atividade e cargo que ocupam teriam a obrigação moral de tratar desses assuntos apenas e tão somente na esfera pcompetente, ou seja a judicial, ou calar-se moralmente. Que alternativa resta às pessoas de bem e de boa fé? Imitar Robinson Crusoé? Empunhar os velhos bacamartes? Temos que assistir, ouvir e saber que o congresso nacional pretende fixar o salário mínimo para 2018 em exagerados R$ 969,00. No 2018 que se avizinha, será concedido aumento aos servidores públicos. Em cena, D’artaghan e seus três mosqueteiros: Athos, Porthos e Aramis, que roubavam os ricos para doar aos pobres. Nosso D’artagnan e seus três mosqueteiros, Michel Temer, Rodrigo Maia, Eunicio Oliveira e Gilmar Mendes fazem o contrário: roubam os pobres para dar aos ricos. Cortam o salário mínimo para dar aumento aos servidores públicos, que são o exército deste governo fascista comandado pela corja de ladrões que tem como comandante o presidente da república. Pensem nisso: o exército deste governo podre que aí está é o contingente de servidores públicos que o serve incondicionalmente. Mammon é um dos sete diabos. Os demais são Lucifer, Asmodeus, Belzebu, Belphegor, Azazel e Leviatã.

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