Santa Catarina chegou à marca de 41 mulheres mortas em casos de feminicídio desde o início de 2026. Os dados são do Radar do Feminicídio, levantamento realizado pelo Núcleo de Dados do Grupo ND, atualizado após dois novos crimes registrados no domingo (11).
Conforme o levantamento, foram contabilizadas 39 ocorrências de janeiro até outubro, sendo que dois episódios tiveram duas vítimas cada.
O Oeste catarinense lidera o número de mortes, com 13 vítimas, seguido pela região Sul do Estado.
Companheiros e ex-companheiros são os principais autores
Um dos dados mais preocupantes do levantamento é a relação entre vítimas e autores dos crimes.
Em 79% dos casos, os responsáveis eram companheiros ou ex-companheiros das mulheres assassinadas, evidenciando a violência praticada no contexto de relacionamentos afetivos.
Outro indicador revela que, em 24% das ocorrências, crianças e adolescentes presenciaram os assassinatos ou estavam no imóvel durante as agressões.
Chapecó e Maravilha aparecem entre os municípios com mais registros
Entre os municípios catarinenses, Criciúma apresenta o maior número de vítimas, com cinco mortes, seguida por Chapecó, com quatro, e Maravilha, com três, conforme os dados divulgados pelo levantamento.
A região Oeste concentra 13 vítimas ao longo do ano, incluindo ocorrências em municípios como Chapecó, Maravilha, União do Oeste, São Lourenço do Oeste, São Domingos, Passos Maia, Iporã do Oeste, Entre Rios, Xaxim e Palmitos.
Em Maravilha, o levantamento identifica duas vítimas nominalmente: Ana Dayse Gomes Provensi, de 36 anos, morta em 25 de janeiro, e Marli Aparecida de Freitas Stella, de 48 anos, em 13 de setembro.
Dois novos casos foram registrados no domingo
Os registros mais recentes incluídos no levantamento são as mortes de Flaviane de Oliveira, de 44 anos, e Marinez Ribeiro da Silva, de 51 anos, ambas ocorridas no domingo (11).
Os dois casos elevaram para 41 o número de vítimas contabilizadas em Santa Catarina neste ano.
Como denunciar a violência contra a mulher
A violência doméstica pode ser denunciada pelo Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona gratuitamente, 24 horas por dia.
Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
O feminicídio é caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões relacionadas à sua condição de gênero, incluindo situações de violência doméstica e familiar.
Fonte: Radar do Feminicídio — Núcleo de Dados do Grupo ND.
Fonte: WH3 com Radar do Feminicídio — Núcleo de Dados do Grupo ND.




