Santa Catarina tem 27 focos de raiva em bovinos e equinos registrados em 2019 e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) reforça os trabalhos de prevenção. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31).
A doença foi registrada em animais em 11 municípios catarinenses: Garopaba, Gravatal, Braço do Norte, Urussanga, Imaruí, Campos Novos, Rio Fortuna, Pedras Grandes, Biguaçu, Tijucas e Gaspar. Até a última terça (28), eram 14 casos em 2019.
Pelo risco de transmissão entre mamíferos, inclusive humanos, a Cidasc está exigindo que produtores rurais façam a imunização dos animais. Médicos veterinários passam desde janeiro em propriedades, e os donos devem comprovar a vacinação apresentando nota fiscal de compra.
A raiva é fatal, transmitida por animais domésticos, de produção e silvestres. Os morcegos hematófagos são o principais hospedeiros do vírus.
A doença ataca o sistema nervoso central e pode gerar agressividade, mudança de comportamento e paralisia. Além dos sintomas, caso o animal tenha marcas de mordida de morcego, a Cidasc deve ser comunicada para verificação.
Raiva humana
De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Santa Catarina (Dive-SC), não há caso de raiva humana na Grande Florianópolis.
No estado, apenas Gravatal teve registro da enfermidade: uma mulher de 38 anos que morreu neste mês pela doença. Pela transmissão ter ocorrido por um gato, houve uma mobilização para vacinar animais domésticos daquela região.




