Ocorrem anualmente muitas homenagens às mães, principalmente quando a data pública, no mês de maio. Algumas realmente são tocantes, capaz de encontrar um lugar enorme em nossos corações. Descritas com a “alma”, tocam nossos sentimentos de forma profunda e verdadeira. Outras, na sua generalidade, estão postas de maneira robótica para expressar (ou demonstrar) que a data é especial. Seja para sua mãe ou para seus clientes, o objetivo é que todos percebam que a pessoa ou empresa “não esqueceu” desse momento. Imaginem o que diriam se não “expressasse” absolutamente nada. O que pensariam? Bem, de qualquer forma isso se torna indiferente neste momento, é melhor ser artificial, do que não existir nenhuma referência. Ou não?
No consultório, por vezes, vejo muitas mulheres, em desespero, se questionando se estão ou não sendo boas mães. Esta angústia tem nome naquele momento, sofrimento! Em geral, este autoquestionamento é expresso diante de um fato ocorrido com seu (s) filho (a), um sentimento de perda ou de algum “descontrole”. Mas o que é certo e o que é errado? Quem é uma boa ou má mãe? Qual o princípio para saber se estamos ou fizemos o melhor?
Quando vivemos em sociedade, precisamos ter alguns comportamentos considerados adequados à convivência social, onde todos devem possuir limites no cuidado com os outros. Tanto para isso, que existem normas e leis que nos regem e orientam à convivência. Porém, quais são as regras que orientam a convivência familiar, sendo que cada família possuí sua própria dinâmica e maneira de funcionar?
Para sermos bons, não precisamos ser os melhores, apenas fazer o que é melhor, não somente o que é bom. Em resumo: limites e amor são as essências que devem reger a vida familiar. Nem muito pouco, nem muito exagerado, é preciso acertar a “dose”! Em geral, somos sabedores disso, entretanto às mães são as maiores especialistas no Amor e nos limites. Mães sabem, mãe sentem!
Certamente, na atualidade, temos a figura paterna que se tornou mãe (“pães”) também, pois simbolicamente não é necessário apenas ser uma mulher. Se mãe é amor, amar é ser mãe!



