Três homens serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima terça-feira (6), em Anchieta, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, por envolvimento em um ataque a tiros que terminou com um homem morto e outras duas pessoas feridas em maio de 2024.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime teria sido planejado como vingança pela morte de uma jovem de 22 anos, assassinada em 2019.
O julgamento está marcado para começar às 8h, no plenário da Câmara de Vereadores de Anchieta.
Pai teria contratado homem para executar ataque
Conforme a denúncia do MPSC, o pai da jovem assassinada em 2019 teria articulado o plano e contratado um homem para executar o ataque.
Na noite de 13 de maio de 2024, os dois teriam entrado armados na residência onde o alvo estava visitando a mãe e o padrasto.
Segundo a acusação, foram efetuados disparos contra as três pessoas que estavam no imóvel. O padrasto morreu no local, enquanto o homem que seria o principal alvo ficou ferido. A mãe também sobreviveu.
O irmão da jovem morta em 2019 também foi denunciado. De acordo com o Ministério Público, ele teria instigado o pai e prestado apoio ao plano.
Padrasto foi morto enquanto jantava
As investigações apontam que o padrasto do alvo estava sentado no sofá, jantando, quando foi surpreendido pelos invasores. Ele foi atingido por um disparo na cabeça e morreu no local.
Ainda conforme a acusação, a mãe reagiu utilizando uma faca e chegou a ferir um dos agressores enquanto tentava proteger a si mesma e o filho.
Mesmo baleado, o homem que seria o alvo do ataque sobreviveu.
Alvo cumpria pena por feminicídio
O caso tem relação, segundo a acusação, com um crime ocorrido cinco anos antes.
Em 2019, o homem que teria sido alvo do ataque matou a jovem de 22 anos com dez golpes de faca. Ele foi posteriormente condenado a 18 anos de prisão por homicídio qualificado pelo feminicídio.
Na época do ataque de 2024, ele já cumpria a pena e estava em saída temporária, visitando a mãe e o padrasto em Anchieta.
Atualmente, ele segue preso em uma penitenciária no estado de São Paulo e deverá participar do julgamento, na condição de vítima sobrevivente, por videoconferência.
Acusações serão analisadas individualmente
Os dois homens apontados como responsáveis por entrar na residência e efetuar os disparos serão julgados por um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio, com a qualificadora de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas.
O homem que, segundo a denúncia, foi contratado para executar o crime também responderá pela qualificadora de promessa de pagamento.
Já o irmão da jovem assassinada em 2019 será julgado pela acusação de participação na tentativa de homicídio premeditada contra o homem condenado pela morte da irmã.
Segundo o MPSC, o réu apontado como contratado para cometer o ataque está preso preventivamente. Pai e filho aguardam o julgamento em liberdade.
Durante o Tribunal do Júri, a conduta atribuída a cada acusado será analisada individualmente pelo Conselho de Sentença. O julgamento terá depoimentos de testemunhas, interrogatório dos réus e manifestações da acusação e das defesas.




