O que você procura?

Home Projeto que combate abuso sexual infantil avança na Assembleia Legislativa de SC

Projeto que combate abuso sexual infantil avança na Assembleia Legislativa de SC

Entre janeiro de 2019 e maio de 2023, ocorreram 21,4 mil casos de violência sexual contra pessoas vulneráveis, com 85,91% das vítimas sendo do sexo feminino

Rádio Integração

Última atualização: 2025/04/03 11:26:10

A Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou projeto de lei que cria o programa “Sempre Alerta”, destinado a combater o abuso sexual infantil no Estado por meio do envio de mensagens via smartphone.

“A informação é a nossa principal ferramenta de proteção. Com este projeto, levaremos conhecimento direto às famílias, ajudando a prevenir e denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes”, explica o autor da proposta, deputado Fabiano da Luz (PT).

Dados alarmantes sustentam a iniciativa. De acordo com a Corregedoria-Geral do Ministério Público de Santa Catarina, foram registradas 1,9 mil denúncias de estupro de vulnerável em 2023, representando uma média de 5,3 casos diários – 51% tem entre um e cinco anos. Entre janeiro de 2019 e maio de 2023, ocorreram 21,4 mil casos de violência sexual contra pessoas vulneráveis, com 85,91% das vítimas sendo do sexo feminino.

O programa “Sempre Alerta” prevê o envio de mensagens de texto com informações sobre sinais de abuso e exploração sexual infantil, orientações para denúncia, canais oficiais de comunicação e incentivo à proteção de crianças e adolescentes.
“O que é ainda mais chocante é que esses números representam apenas a ponta do iceberg. Pesquisas apontam que 90% dos casos jamais são denunciados. São crianças silenciadas pelo medo, pela omissão, pela falta de informação”, destaca o parlamentar.
O projeto 0051/2025 poderá utilizar não apenas SMS, mas também aplicativos de mensagens e redes sociais para ampliar seu alcance.

O conteúdo será elaborado por equipes técnicas da Secretaria de Segurança Pública, Assistência Social e do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. A proposta segue agora para as demais comissões do Legislativo catarinense.

deixe seu comentário

leia também