A palestra foi ministrada pelo contador Luciano Deon, graduado em Ciências Contábeis
Redação TVGC
Última atualização: 2026/03/11 4:30:11Representantes de 19 municípios do Extremo-Oeste participaram de uma palestra sobre a reforma tributária realizada no auditório da Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina, em São Miguel do Oeste. O encontro reuniu gestores e servidores que atuam diretamente nas áreas administrativa e tributária das prefeituras, com o objetivo de entender melhor as mudanças que devem acontecer na forma como os impostos serão arrecadados e distribuídos entre os municípios.
A palestra foi ministrada pelo contador Luciano Deon, graduado em Ciências Contábeis pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), que desde 2007 atua como assessor tributário e de Movimento Econômico da Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina. Durante o encontro, ele apresentou os principais pontos da nova legislação e explicou como a reforma pode impactar as finanças das cidades, especialmente as de menor porte e com economia baseada na agricultura, além de compartilhar sua experiência na área e na organização de capacitações sobre educação financeira e fiscal na região.
Entre os participantes estava o secretário de Administração de São José do Cedro, Claudemir Bosin, que destacou a preocupação dos municípios diante das transformações previstas. Segundo ele, ainda existem muitas dúvidas sobre os impactos da reforma, principalmente para cidades pequenas. “Todos os municípios estão apreensivos em relação a essa nova reforma tributária, principalmente nós dos pequenos municípios ou essencialmente agrícolas, porque há uma preocupação em relação à arrecadação daqui pra frente e ao retorno desses valores”, afirmou.
Bosin também explicou que as mudanças serão implantadas aos poucos, mas que os municípios precisam começar a se preparar desde agora para evitar impactos maiores nas finanças locais. “Estamos ainda nos adequando e temos um prazo para isso, claro que a partir do ano que vem algumas coisas já serão diferentes, mas principalmente a partir de 2029 que deve haver um impacto maior, então até lá precisamos buscar soluções e fazer algumas ações para que isso não afete tanto o movimento econômico do município”, disse.
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