O que você procura?

Home Serviço de escolta da Polícia Penal de SC com alto preparo técnico movimenta mais de 2,5 mil presos sem uma única intercorrência

Serviço de escolta da Polícia Penal de SC com alto preparo técnico movimenta mais de 2,5 mil presos sem uma única intercorrência

Escolta é considerada uma das operações mais complexas do sistema prisional, a transferência de presos é conduzida com precisão cirúrgica pela equipe, que desde 2021 já movimentou 2.515 detentos em trajetos terrestres, aéreos e até marítimos — sem registrar uma única intercorrência

SECOM

Última atualização: 2025/08/30 10:54:41

Fotos: Thiago Kaue/Secom GOVSC

Fotos: Thiago Kaue/Secom GOVSC

A recente transferência de 24 presos de alta periculosidade, realizada com sucesso pela Polícia Penal de Santa Catarina, evidenciou mais uma vez o alto nível de técnica e discrição da corporação. Por trás dessa e de tantas outras missões está o Serviço de Operações e Escoltas (SOE), unidade especializada responsável por conduzir algumas das tarefas mais sensíveis da segurança pública catarinense.

Escolta é considerada uma das operações mais complexas do sistema prisional, a transferência de presos é conduzida com precisão cirúrgica pela equipe, que desde 2021 já movimentou 2.515 detentos em trajetos terrestres, aéreos e até marítimos — sem registrar uma única intercorrência.

Criado em 2016, o SOE  é uma tropa moldada em disciplina, técnica e resistência. Com um efetivo de 22 operadores, o grupamento é formado por policiais penais que passaram por uma rigorosa seleção e dois cursos intensivos em regime de internato: o Curso de Técnicas Operacionais e o Curso de Operações e Escoltas de Alta Complexidade – Águia de Osso, com duração de até 60 dias. A formação envolve treinamentos conjuntos com forças de elite como BOPE, CHOQUE, CORE, TIGRE, PRF, SENAPPEN e Guarda Municipal de Florianópolis.

A unidade é responsável pelas escoltas de presos considerados de alto risco e responsáveis por crimes de alta comoção social, atuando também no cumprimento de mandados com o GAECO, Polícia Federal e outras forças, além de garantir segurança de perímetros prisionais e urbanos em momentos estratégicos. Os deslocamentos acontecem em todo o território nacional, por terra, ar e mar, sempre com planejamento minucioso e protocolos rígidos.

“O SOE representa o que há de mais avançado em planejamento e execução no sistema prisional. Cada operação exige atenção máxima aos detalhes, disciplina e treinamento contínuo. A segurança da sociedade e a integridade dos nossos servidores são sempre a prioridade. É um trabalho que exige coragem, técnica e comprometimento, e a equipe tem demonstrado excelência em cada missão que assume”, afirma a secretária de Justiça e Reintegração Social, Daniele Amorim.

O trabalho do SOE nasceu de uma necessidade prática. Até 2012, a missão de recambiar presos foragidos de outros estados cabia à POLINTER, setor da Polícia Civil. Com a transferência da responsabilidade para a então Secretaria de Justiça e Cidadania, o serviço foi assumido pela Gerência de Vigilância e Escolta – GEVIG, que contava com o apoio de agentes de outras unidades. O aumento da demanda e da complexidade das missões levou à criação de uma equipe própria, altamente capacitada.

“O segredo do nosso trabalho está na preparação técnica e na disciplina da equipe. Cada operador sabe que atenção aos detalhes faz toda a diferença e que cada escolha influencia diretamente na segurança de todos os envolvidos”, destaca o coordenador do SOE, Jaison José Bernardo.

O resultado dessa estrutura é um histórico operacional sem falhas. Entre 2021 e 2024, o SOE realizou 476 escoltas aéreas e 2.039 terrestres, todas concluídas com sucesso. O dado confirma o que os próprios operadores já sabem: a eficácia não está apenas na força, mas na técnica, no preparo e no compromisso com a segurança pública.

deixe seu comentário

leia também