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Transporte de pacientes fora do município exige organização diária e alto custo em Descanso

Cerca de 2 mil pacientes foram atendidos apenas no último ano

Redação TVGC com Secretaria da Saúde de Decanso

Última atualização: 2026/04/30 3:37:38

O transporte de pacientes para tratamento fora do domicílio, conhecido como TFD, faz parte da rotina da Secretaria de Saúde de Descanso e envolve uma operação diária considerada complexa, com média de 10 a 14 viagens por dia para cidades como Chapecó, Joaçaba e Florianópolis, atendendo pessoas que precisam de consultas, exames e procedimentos que não estão disponíveis no município, o que faz com que o número de pacientes transportados seja ainda maior ao longo do tempo.

De acordo com a Secretaria, cerca de 2 mil pacientes foram atendidos apenas no último ano, sem contar acompanhantes e casos de urgência, e toda essa demanda exige planejamento antecipado, com agendamento, definição de veículos, organização de horários e distribuição de motoristas, além de estrutura de apoio para viagens mais longas, o que acaba gerando custos elevados com combustível, manutenção e logística, valores que, segundo a gestão, chegam à casa dos milhões devido ao volume de atendimentos.

No dia a dia, os motoristas têm um papel que vai além da direção, já que acompanham os pacientes durante todo o trajeto, oferecendo suporte e segurança, principalmente em viagens longas, como destaca o motorista Waldir Lanz ao afirmar que “eu tenho a maior riqueza das famílias dentro do meu carro e eu sou responsável por eles”, reforçando a responsabilidade envolvida no trabalho e a necessidade de atenção constante nas estradas, que apresentam riscos e alto fluxo de veículos.

A Secretaria também chama atenção para o uso consciente do transporte público de saúde, destacando que o serviço deve priorizar quem realmente precisa, como pacientes com dificuldades de locomoção, enquanto outros casos exigem colaboração da população para não sobrecarregar o sistema, seguindo o princípio da equidade, como explica a secretária Fernanda Siqueira ao afirmar que “o SUS não fala de igualdade, ele preconiza a equidade, que significa ofertar mais a quem mais precisa”.

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