Município é um dos 22 pontos de atendimento em Santa Catarina durante mobilização nacional que segue até sexta-feira
WH3 com G1
Última atualização: 2026/08/25 2:40:35Santa Catarina participa nesta semana da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa começou na segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28), com atendimento em 22 municípios catarinenses.
A ação envolve as polícias Científica e Civil e busca ampliar os bancos estadual e nacional de perfis genéticos. As amostras fornecidas por familiares podem ser comparadas continuamente com o DNA de pessoas vivas ou falecidas ainda não identificadas, contribuindo inclusive para esclarecer desaparecimentos ocorridos há muitos anos.
No Oeste, há pontos de coleta em municípios como São Miguel do Oeste, Chapecó, Concórdia e São Lourenço do Oeste.
Como é feita a coleta
O procedimento é gratuito, voluntário e indolor. O material genético é obtido por meio de um swab oral, semelhante a um cotonete, que é friccionado na parte interna da bochecha.
A recomendação é que, sempre que possível, participem pelo menos dois familiares biológicos de primeiro grau da pessoa desaparecida, como pai, mãe, filhos ou irmãos.
Quem já forneceu material genético anteriormente para essa finalidade não precisa realizar uma nova coleta.
Segundo as autoridades, o DNA obtido é utilizado exclusivamente para a busca e identificação da pessoa desaparecida, com garantia de confidencialidade.
DNA permanece no banco para futuras comparações
Depois da coleta, peritos realizam a análise laboratorial e inserem o perfil genético no banco de dados. A partir daí, o sistema faz comparações com amostras de pessoas não identificadas.
Caso não haja resultado imediato, o perfil permanece armazenado e continua sendo comparado automaticamente sempre que novas informações são adicionadas ao banco.
Os familiares são contatados quando ocorre uma identificação positiva. Se a pessoa for localizada viva, a família recebe as informações sobre a localização. Nos casos envolvendo pessoa falecida, são adotados os procedimentos legais para comunicação e identificação.
São Miguel do Oeste está entre os pontos de coleta
A Polícia Científica disponibiliza atendimento em 22 cidades de Santa Catarina: Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Caçador, Campos Novos, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Florianópolis, Joaçaba, Joinville, Lages, Palhoça, Porto União, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Joaquim, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste e Tubarão.
Para organizar os atendimentos, os familiares devem realizar pré-cadastro pelo formulário eletrônico disponibilizado pela Polícia Científica de Santa Catarina. Depois do preenchimento, a equipe responsável entra em contato para orientar e agendar a coleta.
Apesar da mobilização especial desta semana, a coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas é um serviço permanente e continua disponível durante todo o ano.
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