O plano de governo de João Rodrigues (PSD) para 2027-2030 aposta em austeridade, capacidade de investimento e modernização da máquina pública. O documento entregue à Justiça Eleitoral de Santa Catarina prevê garantir pelo menos 15% da Receita Corrente Líquida para investimentos e projeta R$ 40,5 bilhões de recursos próprios do Tesouro ao longo dos quatro anos, complementados por recursos federais, financiamentos e parcerias privadas.
A proposta de João Rodrigues prevê controle das despesas, auditoria de contratos, revisão da estrutura administrativa e eliminação de estruturas consideradas ociosas. Também estão entre as prioridades a digitalização dos serviços públicos, inteligência artificial e gestão baseada em indicadores.
Na segurança pública, o programa aposta em tecnologia, aumento do efetivo e integração das forças. Uma das principais propostas é a “Muralha Digital Catarinense”, com reconhecimento facial, leitura de placas, inteligência artificial e alertas em tempo real. O plano também prevê barreiras tecnológicas nas fronteiras, drones, renovação de equipamentos e convocação de policiais da reserva.
Na educação, a prioridade será ampliar o ensino em tempo integral, com reforço em Matemática, Português e Inglês. O programa também prevê apoio aos municípios para ampliar creches, valorização dos profissionais e aperfeiçoamento do Universidade Gratuita. A Udesc deverá ser fortalecida.
No setor produtivo, a proposta de João Rodrigues concentra-se no agronegócio e na diversificação das cadeias econômicas, com investimentos na produção de leite, carne, hortifrutigranjeiros, pesca, maricultura, piscicultura e cooperativismo.
Promessa de João Rodrigues para infraestrutura
A infraestrutura é tratada como uma das bases da competitividade catarinense. O documento cita estudo da Fiesc que estima em R$ 57 bilhões a necessidade de investimentos em transportes entre 2026 e 2029. Como o plano prevê R$ 40,5 bilhões do Tesouro para todas as áreas entre 2027 e 2030, a estratégia dependerá também de recursos federais, concessões e PPPs.
Na área rodoviária, estão previstas duplicações, terceiras faixas e manutenção. Portos, aeroportos, mobilidade urbana e saneamento também aparecem entre as prioridades. No meio rural, o programa prevê energia trifásica, estradas, internet e sistemas de captação e armazenamento de água.
O principal ponto de atenção está na dimensão da agenda de investimentos. Embora apresente uma projeção de R$ 40,5 bilhões em recursos próprios, parte relevante das promessas dependerá de recursos federais, financiamentos e participação privada.
O resultado é um plano que combina austeridade fiscal com uma agenda extensa de investimentos. A proposta mantém o Estado como indutor do desenvolvimento e aposta em eficiência administrativa e parcerias para ampliar a capacidade de entrega.
Os planos analisados nesta reportagem são aqueles que estavam registrados no Tribunal Superior Eleitoral até o fim da noite desta quinta-feira (13). Eventuais novos registros ou alterações serão incorporados à cobertura a partir da atualização dos documentos na Justiça Eleitoral.
Veja o plano de governo do candidato João Rodrigues




















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