O avanço colocou o Brasil entre os cinco maiores mercados globais de criptoativos, com US$ 40,4 bilhões em volume no varejo
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Última atualização: 2026/04/27 2:49:00Os brasileiros movimentaram US$ 6,9 bilhões em criptomoedas no exterior no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025, segundo o Banco Central. Desse total, US$ 6,8 bilhões foram em stablecoins, que já dominam o mercado por oferecerem menor volatilidade e paridade com o dólar.
O avanço colocou o Brasil entre os cinco maiores mercados globais de criptoativos, com US$ 40,4 bilhões em volume no varejo. O principal motor desse crescimento é a vantagem tributária: enquanto operações com moeda estrangeira pagam IOF, transações com stablecoins seguem isentas. A proposta de taxação chegou a ser discutida, mas foi suspensa pelo governo após pressão do setor e em meio ao cenário eleitoral.
O uso dessas moedas digitais também deixou de ser apenas especulativo. Empresas já utilizam stablecoins para pagamentos internacionais, remessas e liquidações comerciais, inclusive em negociações com países vizinhos. Agências de viagens e outros setores começam a adotar o modelo como alternativa ao sistema financeiro tradicional.
Paralelamente, o Banco Central avança na regulamentação. Um novo regime de licenciamento para empresas de cripto entra em vigor e exigirá autorização para operação no Brasil até outubro de 2026, inclusive para plataformas estrangeiras. A expectativa é ampliar o controle e a transparência do mercado.
Apesar da expansão, o futuro da tributação das stablecoins ainda é incerto e deve depender do cenário político após as eleições presidenciais, mantendo o setor em ritmo acelerado, mas sob vigilância regulatória crescente.
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