O evento reuniu empresários, gestores e representantes do setor produtivo para discutir inovação, competitividade, associativismo e os principais desafios enfrentados pela indústria no Extremo-Oeste
Ascom Sesi/Senai - Beto Ruschel
Última atualização: 2026/05/15 2:15:12A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e a Associação Empresarial de São Miguel do Oeste (Acismo) realizaram nesta quinta-feira (14), em São Miguel do Oeste, o 2º Fórum de Liderança Industrial – Inovar para Permanecer. O evento reuniu empresários, gestores e representantes do setor produtivo para discutir inovação, competitividade, associativismo e os principais desafios enfrentados pela indústria no Extremo-Oeste catarinense.
A programação contou com palestras de Leonardo Zipf, Fernando Cestari de Rizzo e Neivor Canton, que compartilharam experiências relacionadas à liderança, gestão estratégica, inovação e crescimento industrial. O Fórum também proporcionou networking e troca de experiências entre empresários e entidades representativas da indústria regional.
Durante as palestras, os convidados destacaram a importância da adaptação constante em um mercado cada vez mais dinâmico. Para Leonardo Zipf, a permanência das empresas no mercado está diretamente ligada à “agilidade e capacidade de se adaptar”. Já Fernando Cestari de Rizzo ressaltou que as organizações precisam “não se deixar embriagar por algum sucesso alcançado e estar atentas às transformações do mercado”.
O vice-presidente regional da FIESC para o Extremo-Oeste, Astor Kist, destacou que a competitividade industrial depende diretamente da qualificação de gestores e colaboradores. “O setor produtivo passa constantemente por desafios de ordem tributária, fiscal, jurídica e de mercado. O gestor precisa estar preparado para enfrentar essas mudanças e acompanhar a evolução das tecnologias e dos processos produtivos”, afirmou.
Segundo Kist, a inovação está diretamente ligada à capacidade de adaptação das empresas. “O empresário precisa constantemente se reinventar para acompanhar a velocidade das transformações. A inovação passa pela capacitação e pela atualização permanente”, ressaltou.
O dirigente também reforçou a importância do associativismo para o fortalecimento regional. “Uma empresa sozinha muitas vezes encontra dificuldades para resolver determinados problemas. No associativismo, os empresários conseguem discutir desafios em conjunto e buscar soluções coletivas. Juntos somos mais fortes”, salientou.
Para o presidente da Acismo, Antônio Henrique Daltoé, o Fórum representa um movimento estratégico para fortalecer o ambiente de negócios da região. “Eventos como esse são o pontapé inicial para ampliar a movimentação econômica regional. Queremos mostrar que São Miguel do Oeste possui capacidade para sediar grandes eventos de capacitação e fortalecer o desenvolvimento empresarial local”, destacou.
Daltoé também apontou que a falta de mão de obra qualificada segue entre as principais demandas enfrentadas pelas empresas da região. “Por isso discutimos temas como tecnologia e inteligência artificial, além da questão logística, que continua sendo um desafio importante para o Extremo-Oeste”, afirmou.
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