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Papo de Mulher aborda desenvolvimento humano, comportamento e liderança com Manu Souto

Em entrevista à TVGC, especialista falou sobre Programação Neurolinguística, neuroplasticidade, padrões de comportamento, relacionamentos e desenvolvimento profissional

Marília Alberto / TVGC

Última atualização: 2026/08/19 11:04:08

A nova temporada do podcast Papo de Mulher, da TVGC, foi aberta com a participação da especialista em desenvolvimento humano Manu Souto. Durante a conversa com a apresentadora Marília Alberto, ela falou sobre sua trajetória profissional, a atuação com Programação Neurolinguística (PNL) e a relação entre comportamento, emoções, liderança e resultados.

Manu Souto atua na capacitação de profissionais e na consultoria para empresas. Segundo a apresentação feita durante o programa, ela já capacitou mais de 2 mil profissionais e possui formação em Business Coaching e Neurociência Comportamental, além de experiência com empresas e instituições como Fecomércio, Sebrae, Senac e IJCPM.

Natural do Nordeste, Manu contou que chegou à região de São Miguel do Oeste inicialmente para permanecer por seis meses. A permanência foi ampliada e, segundo ela, está entrando no terceiro ano na região.

“Eu me encantei de verdade com as pessoas, com o trabalho. Vi uma necessidade muito grande de servir as pessoas aqui da região com esse conhecimento que eu tenho na parte humana”, relatou.

PNL e comportamento

Durante a entrevista, Manu explicou que a Programação Neurolinguística é utilizada por ela como uma ferramenta de desenvolvimento humano. A abordagem, segundo a especialista, busca compreender como pensamentos, emoções e comportamentos estão relacionados.

“PNL é Programação Neurolinguística, é a maneira como a gente foi programado para pensar, sentir e se comportar”, explicou.

Ela afirmou que o entendimento desses padrões pode contribuir para mudanças na comunicação, nas relações e na tomada de decisões.

A especialista também abordou a tendência humana de repetir comportamentos conhecidos. Segundo ela, o cérebro busca previsibilidade e economia de energia, o que pode fazer com que uma pessoa permaneça em padrões mesmo quando eles não produzem os resultados desejados.

“O repetir padrão não é porque eu sou incapaz ou porque eu não tenho força de vontade de mudar. É porque é mais confortável”, afirmou.

Neuroplasticidade e mudança de padrões

Outro tema tratado durante o programa foi a neuroplasticidade. Manu explicou que a capacidade de estabelecer novas conexões permite que padrões aprendidos sejam modificados ao longo da vida.

Ela destacou que o primeiro passo para uma mudança seria identificar comportamentos que não correspondem mais ao que a pessoa deseja para si. A manutenção dessa mudança, segundo ela, depende de repetição e continuidade.

“Você aprendeu, mas você pode desaprender para aprender de outra forma”, disse.

Manu também afirmou que não existe uma duração única para processos de mudança comportamental.

Segundo ela, cada pessoa possui um ritmo diferente e o processo depende das características e experiências individuais.

Relações e pertencimento

A entrevista também abordou a influência dos grupos sociais e familiares nas decisões individuais. Manu afirmou que a necessidade de pertencimento pode interferir na disposição de uma pessoa para mudar comportamentos, escolhas profissionais ou formas de se relacionar.

Para a especialista, compreender que cada pessoa possui uma percepção diferente sobre uma mesma situação pode contribuir para reduzir conflitos.

“A minha verdade não é absoluta. Eu estou vendo a história a partir da minha percepção de mundo, mas a Marília tem a percepção de mundo dela”, afirmou.

Ela relacionou essa diferença de percepções aos conflitos existentes nas relações sociais e defendeu o respeito como elemento para a convivência entre pessoas com experiências distintas.

Aplicação no ambiente empresarial

A atuação profissional também esteve entre os assuntos discutidos. Manu explicou que utiliza conceitos relacionados ao comportamento humano em trabalhos voltados a liderança, equipes e empresas.

Segundo ela, padrões adquiridos ao longo da vida também podem influenciar a maneira como uma pessoa exerce a liderança.

“Se eu não entendo de pessoas, eu não entendo de business”, afirmou.

Para a especialista, compreender as características individuais dos integrantes de uma equipe é parte do processo de gestão. Ela defendeu ainda que o desenvolvimento profissional deve estar acompanhado do desenvolvimento pessoal.

Participação masculina

Questionada sobre o público que mais procura seu trabalho, Manu afirmou que as mulheres ainda são maioria. No entanto, relatou que percebe aumento na participação masculina.

Segundo ela, homens podem apresentar maior resistência em buscar ajuda em razão de padrões sociais relacionados à ideia de que precisam demonstrar força e não expressar emoções.

“O homem é um ser humano como outro qualquer, ele também sente. Não é um robô, não é uma máquina”, declarou.

“Começa por você”

Ao final da entrevista, Manu apresentou uma orientação central de seu trabalho: observar os próprios pensamentos e comportamentos antes de buscar mudanças externas.

“A porta de saída é para dentro. Não é para outro lugar. Você é o problema que está tentando resolver no mundo, então você é a resposta”, afirmou.

Ela também relacionou pensamentos, emoções, comportamentos e resultados como partes de um mesmo processo.

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