O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta sexta-feira (4) a etapa final de assinatura digital e lacração dos sistemas que serão utilizados nas urnas eletrônicas nas Eleições 2026.
O procedimento é uma das etapas de preparação para o pleito e inclui testes técnicos e auditorias destinados a verificar a integridade dos programas que serão utilizados durante a votação, transmissão e totalização dos resultados.
Ao término do processo, os sistemas oficiais e as chaves criptográficas serão lacrados e armazenados na sala-cofre do TSE. Posteriormente, o material será encaminhado aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pelas próximas etapas da preparação das eleições.
O que significa a lacração dos sistemas?
Durante o procedimento, os códigos-fonte são compilados, assinados digitalmente e armazenados de maneira definitiva em mídias não regraváveis.
A partir da lacração, eventuais alterações nos programas dependem de decisão da Justiça Eleitoral e devem seguir os procedimentos de fiscalização previstos para o processo eleitoral.
A medida permite ainda verificar posteriormente se o software instalado nas urnas corresponde exatamente à versão que foi oficialmente assinada e lacrada.
Quais sistemas passam pelo procedimento?
A lacração não envolve apenas o programa exibido ao eleitor na urna. O processo contempla diferentes sistemas e componentes utilizados durante as eleições.
Entre eles estão os programas responsáveis pelo funcionamento das urnas no dia da votação, registro e transmissão dos Boletins de Urna, recebimento e organização dos dados e totalização dos resultados.
Também fazem parte do procedimento mecanismos de segurança e criptografia, além de sistemas utilizados nas auditorias e verificações de integridade.
Cada programa possui ainda uma identificação digital, conhecida como hash, que permite comparar o software utilizado durante o processo eleitoral com aquele previamente homologado pela Justiça Eleitoral.
Eleitor votará em seis cargos no primeiro turno
Nas Eleições 2026, o eleitor deverá votar em seis cargos, começando pelos proporcionais e seguindo para os majoritários.
A sequência será:
- Deputado federal;
- Deputado estadual ou distrital;
- Senador – primeira vaga;
- Senador – segunda vaga;
- Governador;
- Presidente da República.
Neste ano serão escolhidos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, razão pela qual haverá dois votos diferentes para o Senado.
Caso seja necessário segundo turno, a votação será para governador, nos estados em que houver disputa, e presidente da República.
Urna apresenta informações do candidato
Ao digitar o número de um candidato, a urna eletrônica apresenta informações como nome, fotografia, número e partido, permitindo que o eleitor confira os dados antes de confirmar o voto.
Os números variam conforme o cargo: são quatro dígitos para deputado federal, cinco para deputado estadual ou distrital, três para senador e dois para governador e presidente.
Com a conclusão da assinatura e lacração dos sistemas nesta sexta-feira, a Justiça Eleitoral avança em mais uma etapa do cronograma de preparação para as Eleições Gerais de 2026.



















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